Citomegalovírus |
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Um risco a mais para o bebê |
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O que é o citomegalovírus?
A transmissão vertical do vírus pode ocorrer durante a gestação por passagem através da placenta; ao nascimento, pelo contato da criança com secreção vaginal contaminada ou no período pós-natal, através do leite materno. Gestantes com maior risco de adquirirem a infecção pelo citomegalovírus incluem enfermeiras, dentistas, trabalhadoras de creches, professoras de pré-escola, mulheres que trabalham em unidades de diálise e de saúde mental e aquelas que cuidam de pacientes imunodeprimidos. Para essas mulheres seria importante avaliar a presença de anticorpos para o citomegalovírus antes de se iniciar a gestação. Os novos hábitos de vida impostos pela vida moderna também têm contribuído para o aumento da infecção. Grande parte das mulheres trabalha fora de casa, o que resulta em um maior número de crianças em creches e escolas de tempo integral. Evidências científicas mostram que entre 25% e 80% dessas crianças adquirem a infecção nesses locais e permanecem eliminando o vírus na saliva e na urina por um período prolongado (acima de 2 anos) podendo transmiti-lo a suas mães e outros membros da família. Quando um indivíduo introduz o vírus em sua casa, 50% de todos os membros da família susceptíveis desenvolverão a infecção em um prazo médio de seis meses. Quais são os sintomas da infecção? A grande maioria das mulheres não apresenta qualquer sintoma. Cerca de 10% das gestantes poderão apresentar sintomas facilmente confundidos com um quadro gripal: aparecimento de linfonodos no pescoço ("ínguas"), dor de garganta, febre, mal-estar, prostração. Quais os riscos para o bebê quando a infecção é adquirida durante a gestação? O citomegalovírus infecta entre 1% e 2% de todos os recém-nascidos. Entre os bebês contaminados durante a gestação, 5% a 20% apresentam sintomas ao nascimento (baixo peso, microcefalia, icterícia, pneumonia). Entre os bebês assintomáticos, 10% a 15% apresentarão sequelas que incluem alterações neurosensoriais, epilepsia, paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento psicomotor e retardo mental. Quando a infecção aguda ocorre no primeiro trimestre, o risco de sequelas no desenvolvimento da criança varia de 35% a 45%. Já no segundo e terceiro trimestres, o risco varia de 8% a 25% e 0% a 7% respectivamente. O que fazer quando a gestante adquire a infecção? Durante a gestação toda mulher tem um risco de 2% a 3% de adquirir a infecção pelo citomegalovírus. Nesses casos, o risco da infecção ser transmitida ao feto varia entre 30% e 50%. A maioria dos bebês infectados não apresenta qualquer sintoma. No entanto, entre 5% a 15% desenvolverão sintomas graves como surdez, alterações oculares ou retardo mental. A transmissão do vírus ao feto pode ocorrer como resultado de uma infecção materna aguda ou por reativação de uma infecção antiga, uma vez que a presença de anticorpos maternos antes da concepção não previne a transmissão da doença ao feto, mas auxilia na prevenção de lesões graves. Atualmente o diagnóstico da infecção fetal é realizado pela amniocentese, onde a presença do vírus é pesquisada no líquido amniótico por modernas técnicas de biologia molecular. O exame, para esta finalidade, pode ser realizado a partir do 5º mês de gestação. |
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