Os defeitos no órgão podem ser detectados e tratados ainda no útero.
Parte das mortes entre recém-nascidos, causadas por problemas cardíacos, pode ser evitada com o diagnóstico precoce e o tratamento realizado ainda no útero.
Estatísticas revelam que em cada 100 bebês nascidos, um apresenta defeito congênito no coração, número muito superior à Síndrome de Down, que atinge uma criança a cada mil nascimentos. O dado se refere aos Estados Unidos, mas a média não varia muito de um país para outro e se aplica também ao Brasil.
O Pré-natal
Entre 18 e 24 semanas de gestação, tem de ser realizado o ultra-som morfológico, incluindo a ecocardiografia fetal, para identificar problemas de coração.
A detecção antecipada de um defeito do órgão é importante, pois o parto dessa gestante deve ser realizado em um centro especializado.
Há casos onde o ritmo do coração do feto é alterado, chamado de arritmia, e nestes episódios pode se iniciar um tratamento com remédios que têm por objetivo normalizar a cadência dos batimentos.
Após o nascimento, bebês com suspeitas de problemas cardíacos devem ser acompanhados por um especialista para fazer exames indolores e não invasivos.
Não há como prevenir esses males, mas as mães podem tomar alguns cuidados.
Mulheres que contraem rubéola durante os três primeiros meses de gravidez têm um risco maior de ter um filho com a doença.
A exposição a solventes, uso de álcool e drogas também deve ser evitada.
Medicamentos como a isotretinoina (usado no tratamento de acnes), redutores de peso e remédios com lítio aumentam os riscos.
Algumas doenças realmente são complicadores, como o diabetes e a fenilcetonúria.
O risco pode ser reduzido se as mulheres, no caso do diabetes, controlarem o nível de açúcar no sangue e seguirem uma dieta especial durante a gravidez, em relação a fenilcetonúria.
Estudos indicam que o baixo consumo de ácido fólico (presente nas hortaliças verdes, cogumelos, ovos, frangos, queijos, entre outros alimentos) antes e durante as primeiras semanas de gestação também aumentam o risco.
As doenças do coração são muito mais frequentes que se imagina. Por isso, um bom acompanhamento pré-natal, com exames específicos, pode ser a diferença entre uma vida normal ou a morte da criança.
Alguns dos principais males que atingem os bebês são:
- Defeito no septo inter-ventricular;
- Ducto Arterioso persistente, que afeta com mais frequência os bebês prematuros;
- Coarctação da aorta;
- Anomalias nas válvulas do coração e Tetralogia de Fallot, na qual os bebês afetados podem ter cianose e problemas de crescimento. Esse defeito pode ser tratado entre três e seis meses. A maioria das crianças deve ter vida normal após o tratamento.
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Matéria atualizada em 30 de maio de 2010 |
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