Ovulação

A caminho da vida


Uma pequena semente no corpo da mulher é um dos dois grandes responsáveis pela reprodução humana. Essa semente é o óvulo, que representa a contribuição da mãe para a origem de um novo ser. Mas, até que a fruta amadureça e libere essa semente, há também um longo processo de evolução. Por isso, a liberação do óvulo - isto é, a ovulação - é a fase principal do ciclo menstrual. A menstruação em si é apenas a manifestação aparente de todo o trabalho efetuado continuamente pelo aparelho reprodutor feminino.

Embora a maturidade sexual demore a chegar, a menina ao nascer já possui todos os dispositivos para o posterior desenvolvimento. Na infância já aparecem, na porção profunda dos ovários - que ainda estão inativos - as frutinhas que mais tarde tornarão a mulher apta a reproduzir. São as microscópicas formações denominadas folículos ovarianos. Depois de inúmeras transformações, o folículo amadurece e solta a semente: o óvulo. A liberação do óvulo é a fase final de toda a evolução dos folículos. Mas, dos 500.000 folículos que, ao nascer, a menina apresenta em ambos os ovários, apenas uns 400 vão conseguir passar por completo desenvolvimento e chegar a amadurecer e liberar o óvulo. Os demais degeneram sem produzir óvulos - a fruta seca antes de ter a semente. Quando a menina atinge a puberdade, uma parte considerável desses folículos já se apresenta degenerada. Depois, durante o período fértil da vida da mulher, esse processo degenerativo continua, ao lado da produção cíclica de óvulos. E finalmente, quando chega o climatério, ocorre a degeneração final dos folículos ainda presentes.


A VIDA DE UM FOLÍCULO - Mas essa frutinha - o folículo - tem também sua longa e complexa vida, que passa por três fases principais de desenvolvimento, inicialmente, estão todas guardadas nos ovários, em absoluto repouso. Nessa fase inicial, são denominados folículos primários. Cada folículo constitui-se de uma única célula central, imatura - o oócito - cercada por uma fina camada de células achatadas. Esse repouso dura anos. Por volta dos 9 anos, idade em que se inicia o período que prepara a puberdade, os folículos primários começam a dirigir-se lentamente para a superfície dos ovários. Na puberdade, em torno de 11 a 13 anos, entram um a um em processo de amadurecimento, em cada ciclo menstrual.


Começa então a segunda fase da vida do folículo. A camada celular que envolve o oócito diferencia-se em duas: uma camada interna, granulosa e outra externa, chamada teca. A partir desse momento, o folículo começa a aumentar de volume na superfície do ovário. Paralelamente, o oócito se desenvolve e se transforma no óvulo. Ao mesmo tempo, entre as membranas das células da camada granulosa, formam-se pequenos espaços, onde há acúmulo de um liquido. Pouco a pouco, Esses espaços se juntam e forma-se uma cavidade. O liquido dessa cavidade, claro e transparente, contém grande quantidade de estrógeno. Por isso o estrógeno era antigamente conhecido como foliculina.

Em cada ciclo menstrual, apenas um dos inúmeros folículos dos ovários amadurece (em casos excepcionais, dois ou mais). Ao atingir o desenvolvimento máximo, na terceira fase de evolução, recebe o nome de folículo maduro, ou de Graaf: a fruta madura está pronta para soltar a semente. O folículo sobressai na superfície externa do ovário, como um bago de uva. É o momento da ovulação, fase principal do processo. A porção mais saliente do folículo, por fora do ovário, rompe-se: o óvulo e parte do liquido folicular "caem" na cavidade abdominal. No local da ruptura ocorre uma pequena hemorragia. A parede do folículo retrai-se: a "uva" murcha e se transforma num saquinho flácido e enrugado, como uma uva-passa.

Após a ovulação, as células do folículo multiplicam-se e se transformam nas grandes células luteínicas. E os restos do folículo transformam-se assim no corpo amarelo, ou lúteo. Esse novo corpo produz, além do estrógeno, também a progesterona. O novo hormônio, lançado no organismo, inibe a secreção dos hormônios que provocaram a ovulação; não pode haver outra, enquanto a progesterona estiver agindo.

É o fim do processo. Uma pequena cicatriz forma-se na parede do ovário, no ponto em que saiu o óvulo. Se a semente lançada no organismo for fecundada, o corpo lúteo continuará a produzir estrógeno e progesterona, o que impedirá uma nova ovulação durante a gravidez. Mas se não houver fecundação, o trabalho do corpo lúteo regredirá, a partir do 8.° dia após a ovulação. Isso ocasionará uma parada na produção dos hormônios ovarianos. Em consequência, ocorrerá a menstruação após cada ovulação.


A OVULAÇÃO E O PERÍODO MENSTRUAL - Uma das consequências imediatas da ovulação é a produção dos dois hormônios ovarianos: o estrógeno e a progesterona, que determinam todas as mudanças cíclicas do organismo feminino. A produção desses dois hormônios divide o ciclo menstrual em duas fases. A primeira relaciona-se à época em que o folículo primário amadurece, e produz somente estrógeno - é a fase estrogênica, que se processa sob orientação do hormônio folículo estimulante (FSH). A segunda depende da presença do corpo lúteo formado pelo estimulo do hormônio luteinizante (LH) e da prolactina que produz além do estrógeno, também a progesterona: é a fase progestacional. A duração do corpo lúteo é constante: se não houver gravidez, regride sempre após um período de 14 dias. E a ovulação ocorre constantemente 14 dias antes do início da menstruação. Mas na primeira fase não há tanta regularidade: o amadurecimento do folículo pode durar tempo maior ou menor. No ciclo menstrual padrão, de 28 dias, a ovulação se processa exatamente na metade do ciclo menstrual. Mas em ciclos mais curtos, a ovulação ocorre em data anterior e nos ciclos prolongados, processa-se tardiamente. Esse dado tem muita importância na determinação dos dias férteis da mulher. Um período de alguns dias antes e depois da ovulação é considerado fértil: a mulher pode engravidar.


Esse prazo de fertilidade é o principio básico que orienta o método anticoncepcional da abstinência: a mulher evita relações sexuais durante o período fértil. Como a fase estrogênica não tem duração constante, pode ocorrer ocasionalmente uma falha nesse método, em consequência da irregularidade do ciclo.



Matéria atualizada em 30 de maio de 2010

 
 
 

 
 

 

 

 

Site atualizado em
27 de Setembro de 2014

Visitas Únicas:      14.052.520
Hits:               1.051.410.055
Pageviews:         232.668.524
Hyperlinks na Net:     142.182
Usuários Cadastrados: 37.320

 
 
 
 
 
 
 
 

 


© Copyright 2000-2014, Planeta Bebê - Todos os direitos reservados

É expressamente proibida a cópia e/ou divulgação total ou parcial do conteúdo deste site em quaisquer meios de comunicação, mesmo que a fonte seja citada.
Todo o conteúdo deste site é protegido pelas leis de direitos autorais. A violação destes direitos constitui crime e é passí­vel de ações judiciais.
Se você deseja publicar parte de algum conteúdo deste site, por favor, entre em contato com nossa redação através do e-mail redacao@planetabebe.com.br.
Fazer cópia é desleal. Seja Ético!

Este site foi desenvolvido apenas com propósitos educacionais e orientadores, portanto não pretende, em hipótese alguma, substituir uma consulta médica ou aconselhamento de um profissional de saúde qualificado. Se você ou seu filho estiver com algum problema de saúde, procure um médico de sua confiança.

Por favor, leia os Termos de Uso antes de utilizar este site. A utilização deste site indica seu total acordo com os Termos de Uso.


Anuncie no Planeta Bebê - Quem somos - Política de Privacidade - Termos de Uso
 
Powered by - Casa das Reformas
www.casadasreformas.com.br

Melhor visualizado com FireFox e Google Chrome