Não é nada fácil manter a intensidade do desejo depois de alguns anos de namoro ou casamento, não é mesmo? Mas pequenas novidades no seu dia-a-dia podem ajudar.
O gostoso arrepio na nuca que surge assim que vocês se aproximam, o desejo avassalador de ir para a cama depois que se beijam, as imagens eróticas que invadem o pensamento várias vezes ao dia, o tremor do corpo ao sentir o mais leve toque, a excitação revelada pela lubrificação vaginal. Após algum tempo de namoro ou casamento, essas sensações se tornam mais amenas e menos freqüentes para a maioria dos casais e não há mais aquele encanto que fazia com que a gente quisesse sexo a toda hora.
Atualmente, parece que nosso dia-a-dia conspira contra o sexo. Falta tempo para fazer o que queremos - conciliar trabalho, família, amigos e interesses pessoais-, a instabilidade financeira do país ameaça nossa tranqüilidade, os problemas de saúde de alguém querido nos desestabilizam emocionalmente, os problemas com os filhos nos deixam com os nervos à flor da pele e o envelhecimento do corpo nos leva à inevitável perda do pique dos 20 anos. Além disso, os conflitos da vida a dois (que todos os casais enfrentam) também nos tiram o fôlego: uma simples discussão no café da manha pode ser o suficiente para estender a irritação com o parceiro pelo resto do dia, impedindo qualquer tipo de aproximação íntima.
Esses são os fatores apontados pelos estudiosos como alguns dos principais inibidores do desejo. “Eles interferem no apetite sexual, por mais que consideremos o prazer na cama fundamental para o nosso bem estar e a manutenção da juventude”. No entanto, estar ciente disso não basta para aquecer a rotina de quem enfrenta a perda temporária, ou não, da libido. É necessário bem mais que disposição para reverter o quadro.
A falta de desejo que tanto aflige as mulheres é uma das principais queixas. Só perde para a dificuldade de chegar ao orgasmo, ainda o maior problema enfrentado.
Recuperar o furor sexual do início do relacionamento não é tarefa fácil. Pouquíssimos casais conseguem. No entanto, dá para aumentar, e muito, a intensidade do desejo. Para atacar o problema é preciso, antes, identificar sua origem. Em geral, as causas têm raízes psicológicas, mas também podem ser físicas ou uma combinação de ambas.
Para chegar às causas e escolher o melhor tratamento, os especialistas guiam-se pelos principais sintomas dos seus pacientes. Veja quais são os principais fatores que contribuem para a diminuição do desejo sexual.
Fatores Psicológicos
Estresse e cansaço - Após um complicado dia de trabalho, falta disposição e energia física e, principalmente, mental, para praticar o sexo. O cotidiano e a sobrecarga de responsabilidades domésticas e maternas também podem abafar o papel da mulher.
Depressão - Uma das características desse distúrbio emocional é a perda de interesse por atividades antes prazerosas (sair com as amigas, se divertir, transar).
Problemas financeiros e/ou perdas – Preocupação com dinheiro, demissão do emprego, conflitos com o companheiro, morte de alguém querido ou qualquer outra situação tensa, complicada e triste desviam nossa atenção do sexo.
Baixa da auto-estima - Quem está numa fase em que enxerga mais defeitos que qualidades (tanto físicas como psicológicas) pode deixar de gostar de si mesma e passar a não se sentir a vontade para exibir o próprio corpo.
Fim da fase de conquista - No começo do namoro homem e mulher estão envolvidos no jogo de sedução, o que é extremamente excitante. Depois, muitas vezes sentem-se vencedores da partida e se acomodam.
Falta de sintonia - A mulher não está disposta a fazer sexo, mas seu companheiro quer. Então, ele a pressiona. Se ela cede para agradá-lo, dificilmente sentirá prazer na relação. Se a insistência dele é rotineira, o sexo perde a qualidade e a libido da mulher diminui.
Infidelidade - Com a cumplicidade e a confiança abaladas pela traição, fica difícil se entregar a uma relação tão íntima quanto o sexo. Mesmo uma pequena desconfiança pode por em risco o relacionamento íntimo.
Banalização da nudez - Andar nus pela casa deixa de ser estimulante quando vira uma coisa corriqueira. O que despertava desejo torna se uma regra e sem atrativos.
Monotonia e falta de criatividade - Dia e hora marcados para o sexo, repetição de posições, além de começo, meio e fim preestabelecidos. A mesmice é fatal ao tesão.
Frustração por não atingir o orgasmo - Ocorre um ciclo vicioso: a mulher não consegue chegar ao clímax, fica ansiosa, perde o prazer até com as carícias e, depois de algum tempo, evita o sexo para não se decepcionar.
Gravidez - A mulher concentra grande parte da sua energia e do seu interesse no bebê e muitas vezes não há espaço para o companheiro. O medo infundado de machucar o bebê dentro do útero, durante a relação sexual, infelizmente ainda figura como uma das causas da diminuição do desejo.
Nascimento do bebê - Logo após o nascimento e por alguns meses, o bebê torna-se o centro das atenções e a mulher acaba dedicando todo seu tempo a ele, esquecendo o companheiro.
Amamentação - A diminuição da libido se dá por conta dos hormônios da lactação e por conta da própria condição física que a mulher se encontra (o corpo ainda voltando ao que era, e existe o fator cansaço e fadiga), porém aos poucos o organismo vai se equilibrando, e tudo volta ao normal.
Fatores Físicos
Infecções urinárias, vaginais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) - Provocam dores e incômodo durante a relação. Por causa do desconforto, a pessoa passa a evitar o sexo.
Tensão pré menstrual - A irritabilidade aliada a dores de cabeça, inchaço dos seios e outras reações características da tensão pré menstrual podem inibir o contato íntimo.
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