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A Medição da TN estuda a
translucência nucal dos fetos com 12 semanas, e depois relaciona com a idade
materna e antecedentes obstétricos para poder dar a probabilidade de alterações
cromossômicas. Portanto, este exame não é para diagnóstico e sim um screning
para se ver a probabilidade, de acordo com a idade materna, antecedentes e
espessura da prega, de se ter alguma alteração genética.
A translucência nucal
representa um pequeno acúmulo de líquido que ocorre na região da nuca do feto,
durante um curto período da gravidez. Kypros Nicolaides, um pesquisador cipriota
radicado em Londres – Inglaterra, estudou que fetos portadores de síndrome de
Down possuíam um aumento desta região, perceptível e mensurável ao ultra-som,
ainda no 1º trimestre, entre 11 e 14 semanas, quando ele mede entre 45 e 84 mm
de CCN (comprimento cabeça-nádegas).
Posteriormente, vários pesquisadores identificaram uma relação entre aumento da
translucência nucal e várias anormalidades fetais, genéticas e não-genéticas.
Particularmente nos fetos com cromossomos normais, várias doenças ligadas ao
sistema circulatório (coração) e ósseas foram descritas. A translucência nucal
possui sensibilidade média de 60% para diagnóstico de síndrome de Down, quando
medida na técnica adequada. Se associada à idade materna e à medida do CCN, esta
sensibilidade pode chegar a 85%.
O mesmo grupo de Londres identificou outra anomalia presente em
fetos com Síndrome de Down, na mesma idade gestacional. Fetos com a doença
mostravam ausência do osso nasal em 73% dos casos, fato verificado em apenas
0.5% dos bebês normais.
A medida de translucência nucal permite reposicionar a gestante em um cálculo de
risco para cromossomopatias, grupo de doenças genéticas que inclui a Síndrome de
Down. Uma gestante pode reduzir várias vezes o risco relacionado à idade, quando
apresenta uma medida normal.
Por ser um exame ultra-sonográfico, sem riscos para o feto, recomenda-se sua
realização em todas as gestações, independente do risco genético presente.
É importante lembrar,
novamente, que este é
um método de screening, e o diagnóstico de certeza somente pode ser dado com
estudo do cariótipo fetal, que é feito pela aminiocentese (colheita do liquido)
a partir de 20 semanas, mas este exame tem indicações precisas, como primigesta
idosa e antecedentes familiares de síndrome de Down.
No mesmo exame
ultra-sonográfico para medida da translucência nucal, a identificação de
malformações precoces pode ser realizada, no chamado estudo morfológico de 1º
trimestre. Neste exame, vários órgãos, sistemas e vasos são pesquisados ao
ultra-som e doppler, combinando os resultados que predizem uma gravidez normal.
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