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Teste da orelhinha é
obrigatório nos hospitais estaduais
São Paulo será o nono Estado brasileiro a realizar gratuitamente em recém
nascidos o teste da orelhinha. A Lei nº 12.522 que regulamenta a realização do
exame em todos os hospitais e maternidades estaduais de São Paulo, foi
aprovada no dia 02 de janeiro de 2007 e entra em vigor no início do mês de
abril. São Paulo fará parte de um pequeno grupo de Estados que realizam o
teste gratuitamente em seus hospitais, entre eles: Rondônia, Piauí, Ceará, Rio
Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso e Distrito Federal.
Considerada a deficiência que mais desagrega socialmente um indivíduo, a
surdez pode ser diagnosticada desde o nascimento, com a realização do Registro
das Emissões Otoacústicas (EOAs), mais conhecido como “Teste da Orelhinha”.
Consiste no método mais eficaz, existente atualmente, para constatar problemas
auditivos em recém-nascidos. O ideal é que o teste seja realizado até os 6
meses, idade em que o sistema auditivo infantil ainda está em processo de
amadurecimento.
“Hoje sabe-se que 50 a 75% das deficiências auditivas são passíveis de serem
suspeitadas no berçário através da triagem auditiva. Nessa fase é possível
melhorar e até mesmo recuperar a audição em quase 100% dos casos”, afirma o
otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa, presidente da Sociedade
Brasileira de Otologia.
Com base nessa constatação, a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), através
da sua permanente Campanha da Saúde Auditiva, alerta a população para que
passe a cobrar os seus direitos e solicite a realização do teste da orelhinha,
gratuitamente, nos Hospitais de todo Brasil. “Não sabemos ao certo quantas
cidades têm lei que obriga a realização do teste, porém são poucas
considerando o tamanho demográfico e a população do país. Uma Lei Federal
seria a melhor solução para oferecer melhor qualidade de vida para a criança
com deficiência auditiva”, explica Dr. Luiz Carlos.
A importância da realização do exame vai além de questões políticas. O que
deve ser observado é o bem que a descoberta do problema pode proporcionar ao
deficiente e sua família. A audição é fundamental para a comunicação, pois com
o distúrbio, dificilmente a criança irá desenvolver a fala. Os pais aprenderão
junto com o filho a lidar com os problemas, aumentando ainda mais o laço de
afeto que os une.
Teste
As emissões otoacústicas são sons detectados no meato acústico externo,
resultantes de atividade de células ciliadas externas da cóclea. Neste teste
são dados estímulos que ativam determinadas áreas da cóclea e, se elas
estiverem normais, produzirão as emissões otoacústicas, que serão captadas e
avaliadas por um profissional da saúde. É totalmente indolor e pode ser feito
depois de horas do nascimento.
O recém-nascido que não passar no teste de emissões otoacústicas deve ser
submetido à audiometria de tronco cerebral. Caso não passe no exame, deve
repeti-lo em 15 a 30 dias e, se voltar a falhar, deverá ser encaminhado para
investigação da perda auditiva e iniciar o procedimento de reabilitação,
inicialmente com aparelhos de amplificação sonora individual.
Campanha
A Campanha Nacional da Saúde Auditiva é um programa de conscientização, sem
fins lucrativos, lançado pela Sociedade Brasileira de Otologia, com o objetivo
de orientar e educar a população para prevenir problemas ligados à audição e
manter a saúde auditiva em boas condições. A iniciativa também visa melhorar a
qualidade de vida do deficiente auditivo, levando informações com
credibilidade à população brasileira, em relação ao profundo impacto pessoal,
social e profissional causado pela perda da audição.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), cerca de 30%
das pessoas que procuram um otorrinolaringologista apresentam problemas
auditivos. E, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 15 milhões
de brasileiros possuem algum tipo de deficiência auditiva.
No site da Campanha oferecemos diversas informações sobre o assunto. Acesse:
www.saudeauditiva.org.br
Matéria cedida
gentilmente pela
Revista IN
www.revistain.com.br
A reprodução desta matéria somente é permitida com a expressa autorização da
Revista IN
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