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Mesmo em pleno
terceiro milênio, observa-se uma queda significativa das relações sexuais
durante o período de gravidez. Isto ocorre devido a razões psíquicas, morais,
emocionais e principalmente pelo medo de machucar o bebê com o pênis. Embora
esta preocupação seja normal, não existe qualquer perigo de que isso aconteça,
pois o pênis não chega nem perto do bebê. Durante a relação sexual, o bebê
fica muito bem protegido pelo líquido amniótico, pelos fortes músculos do útero
e por um tampão mucoso espesso que fecha o colo do útero.
A principio, qualquer mulher grávida, com exceção das que apresentam casos
como placenta prévia, sangramento, história de abortos espontâneos e em que a
gravidez é considerada de alto risco, pode manter relações sexuais.
Entretanto, se por algum outro motivo, o médico proibir o sexo com penetração,
o casal pode e deve procurar outras fontes de prazer. A masturbação e o sexo
oral, por exemplo, são ótimos substitutos. Mas é importante ficar atenta.
Qualquer alteração, como sangramentos persistentes e dores durante o ato
sexual, deve ser comunicada ao médico com urgência.
Durante a gravidez, a mulher sofre inúmeras transformações físicas e psicológicas,
o que faz com que cada fase seja bastante diferente da outra. Estas transformações,
além de alterarem muito a sexualidade da mulher, também podem interferir no
ritmo sexual do casal. Para alguns casais, a gravidez significa um desligamento
total do sexo, enquanto para outros, representa um dos melhores períodos do
relacionamento sexual, porque é justamente nela que se pode fazer sexo sem se
preocupar em tomar pílulas, ou usar qualquer outro tipo de anticoncepcional.
No primeiro trimestre, geralmente a mulher perde a vontade de fazer sexo e se
afasta fisicamente do parceiro, porque tem medo de um possível aborto, os enjôos
e as náuseas ficam mais freqüentes, seus seios ficam doloridos e muitos outros
desconfortos aparecem. Quanto ao homem, além de várias outras razões, às
vezes acaba perdendo o desejo por sexo porque vê sua mulher apenas como mãe,
deixando de considerá-la também como parceira sexual, ou então, encara a
gravidez como sinônimo de fragilidade, e isso faz ele se sentir na obrigação
de se distanciar física e sexualmente, a fim de proteger a mamãe e o bebê. O
desinteresse sexual por parte de qualquer um que seja, é compreensível. Mas
nesta fase, uma boa conversa para que os dois possam expressar seus desejos e
sentimentos, pode diminuir a distância física. Além disso, outras formas de
demonstrar amor e afeto mútuo, como por exemplo, os carinhos, os abraços e uma
massagem a dois, nunca devem ser esquecidos.
No segundo trimestre, com a gravidez já estabilizada, a maioria das mulheres
sente uma melhora significativa na disposição, e algumas delas percebem até
um aumento da libido. Esta é a grande oportunidade para retornar à vida sexual
e experimentar novas sensações, pois a elevação da irrigação sangüínea,
do volume de água e das secreções vaginais, fazem com que a vulva aumente de
tamanho e fique mais lubrificada, tornando a penetração muito mais fácil.
Diante disto, posições que antes pareciam praticamente impossíveis, podem
acabar se tornando preferidas e muito prazerosas para o casal.
Quando a mulher entra no terceiro trimestre, geralmente a indisposição volta
devido ao inchaço das pernas e pés, da difícil respiração e do cansaço que
vem mais rápido. Estes e muitos outros fatores, como a preocupação com o
parto, costumam esfriar novamente a relação, e nesta época vale mais uma vez
lembrar, que o diálogo continua sendo muito importante.
Se a mulher decidir por não fazer sexo porque não está se sentindo bem, sua
decisão deve ser respeitada pelo parceiro. Afinal, é ela quem está carregando
o bebê e, mais que ninguém, sabe o quanto esta tarefa é difícil.
Caso a mulher esteja se sentido bem disposta e a gravidez transcorrendo
normalmente, nada impede que o casal tenha relações sexuais nesta fase.
Entretanto, nas duas últimas semanas, as posições que favoreçam a penetração
profunda não são recomendadas.
O fato de a barriga estar consideravelmente grande faz a mulher perder um pouco
da sua mobilidade e, conseqüentemente, a capacidade de assumir algumas posições
durante o ato sexual. Mas isso pode e deve ser considerado como mais um estímulo
à busca de uma variedade de novas posições.
Após o parto, independente de qual tipo seja, o resguardo de quarenta dias é
necessário e, nesta fase, o sexo com penetração deve ser evitado, dando lugar
ao sexo manual e oral leve. Mas depois deste período, a vida sexual normal deve
ser retomada.
Algumas mulheres podem sentir, durante a fase de amamentação, um certo
desconforto ao fazerem o sexo com penetração. Isto ocorre em razão do
desequilíbrio hormonal, que provoca uma diminuição da lubrificação vaginal.
Mas este desconforto pode ser amenizado com o auxílio de lubrificantes à base
de água indicados pelo médico.
Veja abaixo as posições recomendadas e mais cômodas para a mulher grávida
fazer sexo:
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Lado
a lado, na posição de colher
Esta posição permite apenas a penetração rasa, causando menos
desconforto. |
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A
mulher por cima
Esta posição não põe nenhum peso sobre o abdômen e permite, à
mulher, controlar a profundidade da penetração e mudar de posição a
qualquer hora. Além disso, possibilita ao casal, trocar olhares e
aumentar a intimidade e a emoção. |
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A
mulher por cima
Esta
posição é uma variação da posição anterior, porém com a mulher
de costas para o parceiro. |
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De
gatinho
Nesta
posição, a mulher fica de gatinho, apoiada sobre os joelhos e mãos, e
o parceiro se encaixa por de trás dela. |
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De
joelhos,
ao
lado da cama
Esta
posição é muito cômoda, pois permite à mulher, usar a cama como um
suporte.
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Consultoria:
Dr. Alexandre Selvaggio
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