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Atualmente é raro encontrar casais que
preferem esperar o momento do parto para satisfazer a curiosidade quanto
ao sexo do bebê.
Cada vez mais, eles têm pressa em saber se o filho vai
ser um menino ou uma menina, para o quanto antes lhe dar um nome, |
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fazer planos, comprar o enxoval e até
preparar e decorar o quarto tão sonhado. |
Hoje, para a alegria dos pais, não é mais preciso esperar até a 14ª semana para
fazer a ultra-sonografia com este objetivo. Com apenas um pouquinho de sangue da
mamãe, com oito semanas de gestação, já é possível saber o sexo do bebê,
independente da posição do feto para fazer a identificação.
Após a grande descoberta do cientista chinês Y. Dennis Lo, de que no plasma
materno existe DNA do feto, o biólogo molecular José Eduardo Levi, do Banco de
Sangue do Hospital Sírio Libanês, realizou um estudo por seis anos para
desenvolver um teste que identifica fragmentos do cromossomo Y no sangue
materno.
Estamos falando da Sexagem Fetal, um teste que embora esteja sendo realizado
desde 2003 aqui no Brasil, e ficando cada vez mais popular, ainda é desconhecido
para a maioria das pessoas.
O teste é realizado através da análise do DNA fetal presente no sangue da mãe,
pela técnica PCR (Reação em Cadeia de Polimerase), isto é, a amplificação do DNA.
Durante a gestação existe a passagem
de uma pequena quantidade de células fetais para o sangue materno, através da
placenta. O exame dessas células revela o sexo fetal por um procedimento não-invasivo e sem riscos, pois requer apenas a coleta de uma amostra de no
máximo 20ml de sangue da mãe. A enorme sensibilidade da PCR permite detectar
pequenas quantidades de DNA fetal presente no plasma materno.
Este teste fundamenta-se na identificação de partes do cromossomo Y - aquele que
determina o sexo masculino no ser humano - na circulação materna. Após a coleta,
o plasma é separado e o DNA, isolado do mesmo, é submetido à reação de PCR com
oligonucleotídeos iniciadores derivados do gene DYS14 específico do cromossomo
Y.
O método de PCR desenvolvido para a determinação do sexo fetal possui excelente
sensibilidade e especificidade, permitindo seu uso rotineiro e com índices de
acerto superiores a 99% a partir de 8 (oito) semanas de gestação.
Trocando em miúdos, a Sexagem Fetal é um teste não-invasivo, com excelente grau
de acerto, a mulher não precisa de nenhuma preparação especial (não há
necessidade de jejum) e todas as grávidas podem se submeter a ele.
Com uma pequena amostra do sangue da mãe pode se encontrar poucas quantidades de
DNA do feto. A presença do cromossomo “Y” indica que é um menino e a ausência
dele, uma menina. No caso de gêmeos, se forem idênticos, univitelinos, o
resultado é válido para os dois fetos. Em gêmeos fraternos, bivitelinos, o
resultado “Y”, significa que ao menos um dos gêmeos será menino. Se o resultado
der ausência de cromossomo “Y” pode-se dizer que ambas são meninas.
O teste pode ser feito nos
maiores hospitais e laboratórios do Brasil e o resultado sai em aproximadamente 5 dias
úteis.
O preço é salgado, em torno de R$300,00 a R$400,00, mas parece valer o alívio da
curiosidade dos pais.
Estatística brasileira publicada:
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ÍNDICE DE ACERTO
DO TESTE |
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FASE DA GRAVIDEZ |
FEMININO |
MASCULINO |
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< 8ª SEMANA |
74,00 % |
> 99,00 % |
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> ou = 8ª SEMANA |
99,00 % |
> 99,00 % |
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Devido aos dados da tabela acima, a idade gestacional mais apropriada para realização do
teste é a partir da 8ª semana.
Atualmente, a Sexagem Fetal
serve apenas para a determinação precoce do sexo, entretanto, outras aplicações para o DNA fetal obtido a partir do plasma materno estão sendo
pesquisadas, o que permitirá, no futuro, o diagnóstico não-invasivo de uma série
de doenças, tais como a ß-talassemia (tipo hereditário de anemia), a acondroplasia (nanismo) e até a Síndrome de Down. Ainda em 2005 estará
disponível a determinação do genótipo Rh (D) fetal com a mesma metodologia.
Acredita-se que, no futuro, testes desse tipo venham a substituir a amniocentese
(coleta de amostra de líquido amniótico) e biópsia de vilo corial (amostra da
placenta) para obtenção do cariótipo fetal. As dificuldades residem no fato de a
quantidade de células fetais no sangue materno ser muito pequena e de difícil
identificação.
Alguns fatores que podem influenciar no resultado do teste:
Abortamento subclínico
No caso do resultado encontrado ser um teste positivo para cromossomo Y (feto
masculino) e posteriormente verificar-se ser um feto feminino, a possibilidade que deve ser levantada é se a mãe foi submetida
a procedimento de hiperovulação e/ou fertilização “in vitro”, com gravidezes
múltiplas (2 ou mais embriões). Nestes casos não é incomum que um ou mais
embriões não sobrevivam; e já existem estudos mostrando que a detecção do DNA
destes embriões pode persistir por até 2 semanas, depois de, por exemplo, um
episódio de aborto. Se o embrião abortado for do sexo masculino, estará
explicada a incoerência entre o resultado do teste de Sexagem Fetal e o sexo do
feto em progressão. Outra explicação seria se a mãe houvesse recebido transfusão
de sangue ou transplante de órgão de um homem.
Causa desconhecida
Para o resultado de sexo feminino, que posteriormente verifica-se ser uma
gravidez de feto masculino, a explicação mais simples é a falta de sensibilidade
do teste. Como a sensibilidade do teste é controlada para ser a mesma em todas
as análises, provavelmente havia uma quantidade muito pequena de DNA fetal no
plasma materno no momento da coleta, que o teste não foi capaz de detectar.
Ainda não se sabe o que faz a quantidade de DNA fetal ser maior ou menor no
sangue da mãe, por isso ainda não é possível levantar as causas deste tipo de
falha. No entanto, é fato que a quantidade de DNA fetal vai aumentando com o
avançar da gravidez; portanto, supõe-se que o tamanho do feto e a vascularização
placentária relacionam-se diretamente com a quantidade de DNA fetal no plasma
materno.
Vale ressaltar que na prática estes erros são raríssimos.
Dúvidas mais frequentes
Quanto custa este teste?
O teste custa em torno de R$300,00 a R$400,00, dependendo do hospital ou
laboratório. Nos laboratórios Elkis e Furlanetto e Delboni Auriemo de São Paulo, por exemplo,
o valor é de R$340,00. Já no Hospital São Luiz, o teste está
saindo por R$300,00 e no Hospital Sírio-Libanês R$360,00, os dois também em São
Paulo.
Os convênios médicos cobrem este tipo de exame?
Não, pois ele não é considerado um exame de rotina ou estritamente necessário na
gravidez.
Quanto tempo demora para sair o resultado?
Na maioria dos hospitais e laboratórios o resultado do teste sai em 5 dias úteis.
Quem pode fazer o teste?
Qualquer mulher grávida pode se submeter a este teste. Porém, ele não detecta
gravidez, assim, se uma mulher que não estiver grávida fizer o teste, este
apontará resultado de menina, pois apenas identificará a ausência de DNA
masculino.
A sexagem fetal pode ser feita sem pedido médico?
Sim, como é um exame não-invasivo e sem riscos, não é necessária
solicitação médica.
Qual é a idade gestacional ideal para a realização do teste?
O teste pode ser realizado em qualquer fase gestacional, mas os índices de
acerto são maiores com o avançar da gravidez. Portanto, aconselha-se que o teste
seja feito a partir da 8ª semana, pois desta idade gestacional em diante o
acerto é de praticamente 100% .
O fato de a gestante ter tido gestações anteriores de meninos ou meninas
interfere no resultado?
Não.
Mesmo em casos de a gestante ter gestações
anteriores de menino ou menina não há interferência no resultado, pois o DNA fetal é
rapidamente eliminado da circulação materna horas após o parto.
E se a gravidez for gemelar (gêmeos)?
Para gêmeos univitelinos (idênticos) o resultado é válido para ambos. Para
gêmeos fraternos (mais de uma placenta), se o resultado do teste for menino,
isto quer dizer que ao menos um dos gêmeos é menino. Se o resultado do teste for
menina, indica que ambas as gêmeas são meninas.
Pode haver resultado inconclusivo?
Sim, estudos preliminares indicam que 5% dos testes apresentam resultados inconclusivos, principalmente se a mãe estiver nas primeiras 7 semanas de
gravidez. Nestes casos, é necessária uma 2ª coleta, no mínimo após 2 semanas,
para obter-se um resultado definitivo.
O teste pode indicar alguma anomalia no feto?
Não, o diagnóstico precoce e não-invasivo de anomalias através deste tipo de
teste ainda está em estudo.
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