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Os defeitos no órgão podem ser detectados e tratados ainda no útero.
Parte das mortes entre recém-nascidos, causadas por problemas cardíacos, pode
ser evitada com o diagnóstico precoce e o tratamento realizado ainda no útero.
Estatísticas revelam que em cada 100 bebês nascidos, um apresenta defeito
congênito no coração, número muito superior à Síndrome de Down, que atinge uma
criança a cada mil nascimentos. O dado se refere aos Estados Unidos, mas a média
não varia muito de um país para outro e se aplica também ao Brasil.
O pré natal
Entre as 20 24 semanas de gestação, tem que ser realizado o ultra-som
morfológico incluindo a ecocardiografia fetal para identificar problemas de
coração. A detecção antecipada de um defeito do órgão é importante, pois o parto
dessa gestante deve ser realizado em um centro especializado. Há casos onde o
ritmo do coração do feto é alterado, chamado de arritmia, e nestes episódios
pode se iniciar um tratamento com remédios que têm por objetivo normalizar a
cadência dos batimentos. Após o nascimento, bebês com suspeitas de problemas
cardíacos devem ser acompanhados por um especialista para fazer exames indolores
e não invasivos.
Não há como prevenir esses males, mas as mães podem tomar alguns cuidados.
Mulheres que contraem rubéola durante os três primeiros meses de gravidez têm um
risco maior de ter um filho com a doença. A exposição a solventes, uso de álcool
e drogas também devem ser evitados. Medicamentos como a isotretinoina (usado no
tratamento de acnes), redutores de peso e remédios com lítio aumentam os riscos.
Algumas doenças realmente são complicadores, como o diabetes e a fenilcetonúria.
O risco pode ser reduzido se as mulheres, no caso do diabetes, controlarem o
nível de açúcar no sangue e seguirem uma dieta especial durante a gravidez, em
relação a fenilcetonúria. Estudos indicam que o baixo consumo de ácido fólico
(presente nas hortaliças verdes, cogumelos, ovos, frangos, queijos, entre outros
alimentos) antes e durante as primeiras semanas de gestação aumentam o risco.
As doenças do coração são muito mais freqüentes que se imagina. Por isso, um bom
acompanhamento pré natal, com exames específicos pode ser a diferença entre uma
vida normal ou a morte da criança.
Alguns dos principais males que atingem os bebês são:
Defeito no septo inter-ventricular; Ducto Arterioso persistente, que afeta com
mais freqüência os bebês prematuros; Coarctação da aorta; Anomalias nas válvulas
do coração e Tetralogia de Fallot, na qual os bebês afetados podem ter cianose e
problemas de crescimento. Esse defeito pode ser tratado entre três e seis meses.
A maioria das crianças deve ter vida normal após o tratamento.
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