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Os seios
fartos definitivamente se tornaram objeto de desejo para muitas brasileiras.
Estas recorrem a próteses de silicone (mamoplastia de aumento) e dão o volume
que sonhavam para o busto. Mas há aquelas que fazem o caminho inverso.
Procuram os cirurgiões plásticos para reduzir e dar novo formato aos seios.
Independente do tamanho desejado, fato é que as mulheres estão cada vez mais
preocupadas em possuir belos seios e mais decididas a realizar cirurgias para
obter o busto perfeito.
O número de mulheres jovens, com idade entre 18 e 24 anos, que colocou
silicone nos seios praticamente dobrou em oito anos. Passou de 8% da população
feminina nessa faixa etária para 15% em 2004, quando foi realizado o último
levantamento pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Na época,
as mulheres brasileiras de 15 a 24 anos eram cerca de 17 milhões.
Os seios têm influência direta na auto estima da mulher. E estar com o busto
na medida torna se realmente importante. Segundo o cirurgião plástico Luciano
Fernandes, convidado para falar sobre mamoplastia e membro da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia pode melhorar a aparência e a
autoconfiança, mas faz alerta. "O mundo permanecerá o mesmo após a cirurgia.
Os fatos podem ser mudados somente por ela. A cirurgia plástica pode ajudar
para que se sinta bem melhor e ela estará melhor. Antes de decidir, pense
cuidadosamente sobre suas expectativas e as discuta com o cirurgião. É
fundamental."
Independente da opção em aumentar ou reduzir, deve se sempre estar atento ao
resultado final. "Tudo é pensado para deixar um tamanho harmônico com o
biotipo da pessoa. E, muitas vezes, temos de retirar ou colocar quantidades
diferentes de um seio para o outro", comenta o especialista.
PRÓTESE MAMÁRIA
O implante de silicone ou mamoplastia de aumento é a segunda cirurgia mais
realizada no Brasil, Fica atrás apenas da lipoaspiração, segundo mesma
pesquisa divulgada pela SBPC. Foram mais de 117 mil implantes mamários em
2004. O interesse em aumentar o busto realmente parece conquistar cada vez
mais as brasileiras. Mas qual volume colocar ao realizar o implante?
O cirurgião plástico Luciano Fernandes explica que é fundamental uma boa
comunicação entre médico e paciente, para que se chegue a um consenso entre o
possível e o sonhado. "Na consulta inicial, o cirurgião pergunta sobre as
correções que a paciente gostaria de fazer na mama, o volume desejado, entre
outras questões. O profissional respeita a decisão, mas opinará segundo sua
experiência no que é mais harmônico para cada caso, evitando correções
desproporcionais. Discute as possibilidades dentro do que a medicina pode
oferecer e explica os fatores que podem influenciar o procedimento e os
resultados. Essa interação é de suma importância”, detalha Fernandes.
Para a realização do implante há vários tipos de próteses, podem ser de gel de
silicone ou de solução salina, com bolsa de tecido liso, rugoso ou texturizado,
ou ainda recobertas por camada de poliuretano. As mais utilizadas são de
silicone texturizado e as recobertas com poliuretano, porém o tipo de prótese
e o tamanho devem ser discutidos com o cirurgião.
O resultado da cirurgia pode ser percebido logo após o procedimento. Mas é
depois dos primeiros seis meses que os seios estarão no tamanho exato.
Recomenda se o acompanhamento com ultra som e a mamografia anualmente. A troca
da prótese, segundo avaliação do médico, poderá ocorrer após 10 anos.
MOMOPLASTIA DE REDUÇÃO
No caso da cirurgia plástica de redução, ou momoplastia redutora, a indicação
não é apenas estética. Muitas recorrem ao método por questão de saúde. O
excesso de peso, por conta do tamanho da mama, pode causar dores nas costas e
até mesmo problemas de coluna.
“Além do aspecto funcional, representado por doenças músculo-esqueléticas, as
alterações de forma e tamanho das mamas contribuem para que a mulher tenha
sentimentos de inadequação e de menos valia. A cirurgia plástica tem
possibilitado a inúmeras mulheres elevar sua auto-estima e se reencontrar como
pessoa digna de ser feliz. Desde os primórdios da cultura ocidental, bem
representada pela arte clássica grega, a mama feminina tem sido considerada
símbolo de feminilidade. É isso que elas buscam”, comenta o especialista.
Os métodos utilizados para essa cirurgia avançaram e, hoje, a cicatriz fica
quase imperceptível. “Atualmente, a redução de mamas permite-nos colocar as
cicatrizes bastante disfarçadas e menores como em L invertido. Após os
primeiros 15 dias de pós-operatório, já é possível utilizar blusas com grandes
decotes, pois as cicatrizes ficam escondidas. Com o decorrer do tempo as
cicatrizes vão ficando bastante discretas e, em certos casos, chegam mesmo a
quase invisibilidade.”
A anestesia neste caso pode ser peridural ou geral, a duração da cirurgia é de
aproximadamente três horas. Em seu processo é retirada parte do tecido das
mamas e os mamilos podem ser deslocados para perfeição estética.
Neste tipo de cirurgia uma dúvida recorrente é com relação a amamentação. O
comum é que as mulheres possam amamentar futuros filhos normalmente. “São
vários os fatores que influenciam, mas o mais importante é a presença do
tecido glandular nos seios. O leite se forma ali. Se a cirurgia preservar mais
tecido, a amamentação não sofre qualquer alteração”, esclarece Fernandes.
Os seios estarão no tamanho exato a partir de seis meses. Nos primeiros meses
a cicatriz encontra-se avermelhada. Por volta do terceiro mês ocorre a
acomodação da mama.
A mamoplastia redutora é indicada a partir dos 18 anos de idade, quando a
glândula mamária já está totalmente desenvolvida.
Antes de decidir por algum procedimento cirúrgico, procure um cirurgião
plástico que seja membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Ele poderá informar melhor sobre as técnicas que poderão ser utilizadas em
cada caso e ainda avaliará se a paciente tem condições ideais de saúde para se
submeter ao procedimento.
Matéria cedida
gentilmente pela
Revista IN
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Revista IN
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