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Associação
busca levar criança fissurada à integração social e profissional.
A fissura lábio palatina é uma anomalia congênita e de incidência altíssima.
No Brasil, segundo estatísticas, uma em cada 800 crianças nasce com o
problema, que pode comprometer só um lado do lábio ou os dois, atingir ele e o
céu-da-boca ou somente o palato. Além da questão estética, pode ter como
conseqüências deformidades do rosto, falta de crescimento da face, má
respiração e ausência de dentes, além de afetar a fala.
“Quanto maior a fissura, mais grave e difícil é o tratamento”, informa Dr.
Luiz Carlos Manganello de Souza, cirurgião-plástico, bucomaxilo-facial e
presidente da Associação dos Fissurados Lábio Palatino. Por se tratar de uma
deformidade de grande complexidade, que afeta várias estruturas faciais como
nariz, lábio, dentes e palato duro e mole, o tratamento requer, além do
cirurgião-plástico, profissionais das áreas de Odontologia, Fonoaudiologia,
Nutrição, Psicologia, Pediatria e outras.
Os tratamentos atuais podem levar a criança à total normalidade, tanto em
termos de estética quanto de fala e dentição, mas os casos muito graves, (como
a fissura bilateral), sempre deixam seqüelas.
As causas do surgimento dessa fissura são indefinidas. “Quem tem casos na
família possui mais chance de ter a deformidade. Se os pais, avós ou mesmo um
tio têm a doença, a probabilidade aumenta. A con-sangüinidade, ou seja,
parentesco entre os pais, também eleva o risco, mesmo que nenhum deles tenha
casos na família”, alerta o especialista.
Tentativas de aborto mal-sucedidas podem também ocasionar a deformidade, mas
só nas primeiras semanas de vida do feto, assim como algumas drogas, como os
corticóides (sempre no primeiro trimestre da gravidez). Outro fator apontado é
a falta de ácido fólico.
Desde a gestação
A fissura lábio palatina pode ser detectada no ultra-som da gestante e é muito
importante que os médicos dessa área estejam atentos a isso e alertem a mãe
quando surge um caso. “A criança pode nascer num hospital que não conhece os
procedimentos, não sabe como nutrir o bebê, tenta colocar sondas e demora para
achar um lugar para o acompanhamento”, alerta.
“O tratamento cirúrgico da fissura começa aos três meses, com a cirurgia do
lábio. Com um ano, é feita a operação do céu da boca. Aos nove, um enxerto e,
quando necessário, a cirurgia para avançar o maxilar. Nos casos mais
complexos, o tratamento pode se estender até os 18 anos”, explica Dr.
Manganello.
Um dado importante é que os casos de fissura lábio palatina ocorrem com muito
mais freqüência nas famílias de baixo nível sócio-econômico, embora aconteçam
também, porém raramente, nas de padrão social mais elevado. Isso sugere sua
relação com a má nutrição. “Por isso criamos a Associação, para amparar os
pais desses pequenos. Eles têm que retornar ao hospital com muita freqüência,
para levar a criança ao dentista, à fono e ao psicólogo. E muitos não têm
dinheiro para a condução ou para comer enquanto aguardam. Para que não faltem
às consultas, damos esse apoio”, conta.
Visite www.fissurado.com.br e conheça a Associação, mantida com colaborações.
Matéria cedida
gentilmente pela
Revista IN
www.revistain.com.br
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Revista IN
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