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A gravidez ectópica, também
chamada de gravidez extra-uterina, acontece quando um ovo fecundado implanta-se
fora do útero e o embrião se desenvolve ali mesmo. Na maioria das vezes, a
implantação ocorre na trompa de falópio (sem tratamento, a
trompa pode se romper causando muitos problemas sérios, às vezes até a
morte) e raramente, na parede abdominal, em alças intestinais, ou dentro
de um ovário.
Além dos sintomas de uma
gravidez normal, a ectópica pode apresentar hemorragia vaginal irregular, dor
abdominal ou pélvica ou até mesmo as duas juntas, profunda dor na pélvis
durante as relações sexuais e etc, e caso haja uma ruptura da trompa, a mulher
poderá sentir uma excessiva dor no abdômen, tonturas e às vezes até
desmaios.
A gravidez ectópica,
normalmente acontece quando um ovo fecundado reduz sua velocidade, ou é
bloqueado de alguma maneira enquanto faz sua viagem até o útero. Algumas
das causas que contribuem para isto são:
- Doença inflamatória pélvica
- Trompas disformes
- Endometriose, que acontece quando o tecido que normalmente reveste o útero cresce
em outras partes do corpo.
- Cirurgia nas trompas, como por exemplo, para esterilização
- História de infertilidade
- Ocorrência de uma gravidez ectópica anterior
- DIU adaptado incorretamente
Infelizmente, nem todas a gravidezes ectópicas podem ser
prevenidas. Porém, uma mulher deve evitar alguns fatores de risco que podem
fazer com que ela se torne mais provável, como por exemplo:
- Contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como a gonorréia,
que pode causar doença inflamatória pélvica e adesões que bloqueiam as
trompas. Praticar um sexo mais
seguro pode ajudar a mulher a evitar as DSTs.
- Não utilizar o DIU e escolher outro tipo de anticoncepcional, caso a
uma mulher teve doença inflamatória pélvica.
Se uma mulher já fez uma cirurgia nas trompas para
esterilização, e o teste de gravidez acusar um resultado positivo,
provavelmente ela terá uma gravidez ectópica e necessitará de exames
adicionais imediatamente.
Os testes que podem ser realizados para se diagnosticar a
gravidez ectópica, são os de sangue e urina, que medem os níveis de HCG, o
ultra-som transvaginal, que pode detectar as batidas do coração do embrião
dentro da trompa, antes de 4 a 5 semanas e a laparoscopia, que através de uma
pequena incisão abaixo do umbigo, o cirurgião introduz um aparelho que lhe
permite visualizar os órgãos.
Geralmente, a gravidez ectópica é diagnosticada antes da 12ª
semana de gravidez, mas em casos exepcionais (1 em cada 20.000 gravidezes), é
perdida se o ultra-som detectar um outro embrião no útero.
Se a gravidez ectópica não for diagnosticada a tempo e
houver uma ruptura
da trompa, com certeza a mulher será submetida a uma cirurgia. Em 40% dos
casos, a trompa não pode ser restaurada e acaba tendo que ser removida. Quando
este tipo de cirurgia é feita, uma posterior gravidez normal é possível
apenas na metade dos casos.
Os tratamentos da gravidez ectópica dependem, em grande
parte, do rápido diagnóstico e do local em que o embrião está implantado. Em
uma mulher, que está com o embrião fixado na trompa, por exemplo, cuja a qual
ainda não se rompeu, o médico poderá aplicar um medicamento que destrói a
gravidez. Após isso, a mulher será monitorada através de exames para se ter
certeza que a gravidez terminou.
A Laparoscopia também pode ser utilizada como tratamento, onde o cirurgião
introduz na mulher, um minúsculo instrumento capaz de remover o embrião sem
causar danos aos órgãos internos. Mas infelizmente, após a remoção, o embrião
não pode ser re-implantado no útero para prosseguir no crescimento.
Quando uma mulher é submetida a um tratamento de gravidez
ectópica, é importante que ela use métodos anticoncepcionais durante, pelo
menos, 3 meses após o mesmo. Isto é necessário para que os tecidos afetados
possam ter tempo de se recuperar.
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