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Você descobriu que está Grávida! Parabéns! |
Com certeza este deve ser um dos momentos mais felizes e sublimes da sua vida,
não é mesmo? Por outro lado, bate aquela insegurança “Será que a minha gravidez
vai transcorrer numa boa?”, “Será que meu bebê vai ser perfeito?”.
Pois é, um
pequenino ser está se formando dentro de você e os próximos nove meses serão
tempos de muitas dúvidas e mudanças em termos de aparência, físico, estado
emocional e também de formação de novos conceitos na vida do casal. E é aí que
entra em cena um dos mais importantes personagens desta nova história da sua
vida... O obstetra.
Na maioria das vezes, a futura mamãe já tem um ginecologista/obstetra fixo e se
sente profundamente segura em seguir a gravidez com o seu acompanhamento.
Entretanto, algumas gestantes optam por trocar de obstetra porque o atual não
corresponde mais às suas expectativas e também existe o caso das mamães de
primeira viagem, que estão à procura do seu primeiro obstetra.
O que fazer, então, nestes dois últimos casos?
Escolher o profissional ideal, em meio a tantas opções do convênio médico ou
indicações de amigas ou parentes, mostra-se uma difícil tarefa, mas sem dúvida
esta é uma decisão da maior importância e que depende de muitos cuidados e
informações, pois quando o assunto envolve a sua gravidez e a saúde do seu bebê
não pode haver dúvidas e, muito menos, falhas.
Seja qual for o motivo de estar procurando o obstetra, o principal objetivo é
você encontrar um profissional no qual confie, e que o mesmo reúna o maior
número de qualidades consideradas essenciais.
Pensando em você e sabendo das dificuldades que a mamãe novata têm em decidir se
vai ser este ou aquele obstetra que vai atendê-la durante este longo período,
preparamos esta matéria para auxiliá-la na busca do melhor profissional. Leia
com carinho e atenção e faça uma boa escolha!
Particular ou plano de saúde?
Sua melhor referência para iniciar a seleção do profissional adequado é alguém
que você conheça e confie como, por exemplo, alguém da família ou uma amiga, e
que já foi atendida por um obstetra particular ou do mesmo convênio médico que o
seu. Na hipótese de não conhecer alguém que possa lhe indicar o obstetra, a
primeira opção é você procurar alguns profissionais credenciados do seu convênio
médico e marcar uma consulta para avaliar, num todo, qual é o mais adequado para
acompanhar a sua gravidez, para depois partir em busca de um médico particular.
Mas lembre-se, quanto mais o médico particular é conhecido e renomado, mais caro
custam as consultas. Não esqueça também, que a gravidez não envolve apenas as
consultas pré-natais - até o final da gravidez você deverá reservar dinheiro
para pagar a internação, o parto e os tratamentos pós-operatórios. Portanto, é
bom fazer tudo bem pensado.
Homem ou mulher?
Você ainda não sabe se um obstetra ou uma obstetra é o mais recomendado pra
você? Com qual dos dois você ficará mais a vontade?
Bem... É preconceito dizer que o sexo masculino é melhor que o feminino e
vice-versa. Na escolha de qualquer profissional da saúde o que deve pesar é a
competência. Ser eficiente não tem nada a ver com o fato do obstetra ser homem
ou mulher.
Há gestantes que querem ser tratadas por mulheres porque acham que elas as
entenderão melhor, ou porque se sentem mais a vontade em se expressar quando
surgirem questões sobre sexo ou que envolvem o seu relacionamento com o parceiro, ou ainda porque os parceiros exigem isso por motivos de ciúme, pois sabem
que certamente a mulher passará por exames nas partes íntimas. Por outro lado,
existem aquelas que dão preferência para os homens, pois acreditam que sendo de
sexo oposto o atendimento será de uma forma mais atenciosa. Mas a conclusão é: O
que vale é você se sentir bem.
Conhecendo o obstetra
Pesquise tudo o que puder sobre o médico, ou seja, procure saber em que
universidade ele se formou, se está bem informado e atualizado, se participa de
congressos, em que hospitais trabalha e, o fundamental, se tem especialização em
obstetrícia, é claro. Também fique atenta à sua higiene e apresentação – um bom
médico cuida bem da própria aparência.
Limpeza e ambiente
Na primeira consulta do pré-natal, procure ficar atenta ao ambiente e à limpeza.
Um consultório limpo, agradável, tranqüilo e com atendimento cordial por parte
da recepcionista e das assistentes é essencial para o seu bem-estar, pois
reflete energias saudáveis e traduz fielmente o quanto o obstetra se importa com
suas pacientes.
Relacionamento e disponibilidade
O bom relacionamento com o obstetra depende da empatia, de confiança e da
possibilidade de corresponder às suas necessidades, e é fundamental para que
tudo corra bem durante toda a sua gestação.
Se não houver atenção e empatia recíproca, nada dá certo.
Um bom médico sabe ouvir a paciente e tem de estar disposto a responder a todas
as dúvidas, explicando tudo em linguagem simples e clara, além de diagnosticar
considerando o contexto e não apenas um sintoma.
A primeira consulta deverá ser uma visita especial e interessante, e durar
em torno de 1 hora e meia, pois vocês dois estarão se conhecendo e vão ter de
conversar bastante ou, no caso de já ser paciente, colocando as conversas em
dia. As demais visitas pré-natais deverão demorar no mínimo de 30 a 40 minutos.
O médico também deverá estar disponível para atendê-la 24 horas por dia
durante toda a gravidez, seja pelo
telefone do consultório ou de casa, pelo bip, celular ou e-mail, e retornar o
mais rápido possível. Na hipótese de não poder atendê-la pessoalmente num caso
de emergência, ele deverá lhe indicar um colega de confiança. De qualquer forma,
para evitar imprevistos de última hora, tenha sempre um outro obstetra guardado
na manga, e que possa estar disponível num momento de emergência.
Pergunta vai, pergunta vem
Em meio a tantas dúvidas e inseguranças, nada mais indicado que um obstetra de
confiança, que esteja sempre atualizado e saiba responder bem às suas questões.
Ele deve esclarecer de forma clara e sincera todos os problemas, desde os mais simples até
os mais delicados.
Infelizmente, algumas vezes o silêncio impera, pois a gestante não se sente à
vontade para expor suas dúvidas, e alguns médicos, para que a consulta seja
rápida, ignoram alguns assuntos.
Você precisa ter intimidade com o médico para não sentir vergonha,
principalmente na hora de fazer perguntas e discutir qualquer detalhe, pois quem
mais vai sair ganhando é você. É melhor tirar as dúvidas com quem entende do
assunto e que pode lhe dar orientações corretas, que ficar fazendo comparações
com a gravidez de outras mulheres, o que cria um desconforto desnecessário.
O obstetra, ao mesmo tempo, deve lhe transmitir segurança e tranqüilidade, e ter
paciência para ouvir todas as suas dúvidas. Não se esqueça também que você é a
única pessoa que pode responder as perguntas do seu médico, portanto seja também
muito clara e objetiva. Desta forma o relacionamento torna-se mais maduro e
profundo.
Companhia nas consultas de pré-natal
Durante qualquer exame ginecológico/obstétrico a presença de alguém da equipe
médica, como uma enfermeira ou uma assistente, é obrigatória. Sendo assim,
procure investigar, junto às outras grávidas que estão na sala de espera, como
são feitos os exames pelo médico que você escolheu.
Sugestão: Se você se sente bem levando alguém para acompanhá-la nas consultas,
ótimo. Porém, se você tem segredos pessoais que guarda à “7 chaves” como, por
exemplo, assuntos voltados ao seu relacionamento conjugal ou alguma doença que
por ventura possa ter, e que quer compartilhar apenas com seu médico, esta é uma
decisão que deve ser bem pensada, pois muitas vezes a "escolta" acaba se
transformando numa intromissão na sua intimidade.
Segunda opinião
Embora a gravidez não seja uma doença, é uma fase que pode necessitar de
cuidados especiais. Portanto, se em algum momento você sentir insegurança ou
estiver insatisfeita com o atendimento pré-natal, você tem todo o direito de
consultar outros médicos para pedir uma segunda opinião, ou até mesmo de trocar
de médico.
Parto e maternidade
Apesar de uma gestação normal poder durar até 42 semanas incompletas, alguns
médicos se apressam em marcar uma cesárea para a 38ª, e isto é o começo da
frustração das mulheres que querem ter parto normal. A explicação, jamais
admitida por eles, é uma só: a comodidade de não serem surpreendidos por um
parto na madrugada ou no final de semana. Portanto, durante as consultas, diga
qual é o tipo de parto que você deseja fazer e sinta se o obstetra pensa como
você. As expectativas têm que casar.
O ideal é fazer sempre parto normal e só recorrer à cesárea em casos especiais
como, por exemplo, quando o bebê é muito grande ou não está na posição cefálica,
quando a gestante tem alguma doença que pode ser transmitida ao bebê durante a
passagem pelo canal de parto, quando o bebê está em sofrimento, ou quando a
gestante já fez duas cesarianas.
Se após ter visitado e avaliado as maternidades, você escolher alguma que o seu
obstetra já trabalha, ótimo, pois o trabalho dele será facilitado, já que ele
conhece toda a estrutura do hospital. Caso contrário, diga a ele quais são suas
preferências para chegarem a um denominador comum.
Lembre-se que a maternidade escolhida precisa se encaixar aos seus padrões e
necessidades e, é claro, garantir tanto a sua saúde, quanto a do seu bebê.
Portanto, na hora de escolher a maternidade, também leve em consideração o
seguinte:
• Atendimento
• Aspecto e limpeza de todos os setores;
• Presença de neonatologista na sala de parto;
• Presença de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a mãe
e UTI neonatal para
o bebê;
• Possibilidade de alojamento conjunto e a rotina estabelecida;
• Serviço de suporte ao aleitamento materno e Banco de Leite
Humano;
• Infra-estrutura complementar (Banco de Sangue, laboratório, ultra-som, raios-X
e tomografia computadorizada).
Você merece todo o conforto do mundo! Portanto, verifique se a estrutura
hoteleira da maternidade está preparada para acolher e oferecer segurança para a
sua família.
Verifique se a
localização da maternidade e o trajeto até lá são favoráveis para você, pois na
hora que o bebê resolver nascer você precisa chegar bem rapidinho até o local.
Quando visitar as maternidades, procure informações sobre os convênios aceitos e
não se esqueça de conferir quais são os serviços inclusos no convênio, desde os
essenciais até os secundários. Os custos extras costumam pegar a gente de
surpresa!