O corrimento vaginal é um dos mais comuns e mais irritantes problemas que afeta a saúde ginecológica da mulher. É uma das causas mais freqüentes de visita ao ginecologista. Mas até que ponto uma secreção pode ser considerada normal? O que é um corrimento normal? O que é um corrimento patológico?

Bem... Durante a infância a ocorrência de corrimentos patológicos, são causados na maioria das vezes por verminoses e higiene inadequada.
A partir do momento em que a menina menstrua, ocorre uma mudança do pH e da flora vaginal, que acrescidos de mudanças comportamentais (como por exemplo uso de tecidos sintéticos justos), podem levar à um aumento da secreção vaginal, mas raramente, neste caso leva à infecções.
Já na mulher sexualmente ativa, existe uma mudança de pH e flora vaginal, devido às relações sexuais. O fato de o preservativo não ser utilizado pode infectar a mulher com microorganismos que causarão uma alteração da secreção vaginal normal, tornando essa mesma secreção uma doença, com sinais e sintomas característicos, devendo ser diagnosticada e tratada adequadamente.

 

Corrimento vaginal, conteúdo vaginal, fluxo vaginal ou leucorréia, é um tipo de secreção que sai pela vagina em quantidade variável e com características diversas. Ele pode ser normal, chamado de “corrimento fisiológico”, ou patológico, causado por infecções que podem ser tão graves exigindo até mesmo a internação. Em casos extremos, até cirurgia. São os casos de doença inflamatória pélvica, chamada simplesmente pela sigla DIP.

O corrimento é proveniente da vagina ou do colo uterino e pode ser classificado de corrimento de causas não-infecciosas ou infecciosas.

Entre as causas não-infecciosas figuram as alterações do período menstrual, transpiração vaginal excessiva, alergia, período de excitação sexual e gestação, ou seja, condições naturais, sem maiores repercussões clínicas.
Durante o ciclo menstrual, a mulher pode normalmente apresentar padrões diferentes de corrimento. Um exemplo é o que ocorre no período da ovulação (na metade do ciclo, quando a mulher tem um ciclo regular de 28 dias, ou cerca de 14 dias antes da próxima menstruação, para mulheres com ciclo superior ou inferior à 28 dias) quando aparece um muco claro, transparente, viscoso, semelhante à clara de ovo. Outro exemplo é o que ocorre alguns dias antes da menstruação, em que surge um muco mais espesso, por vezes esbranquiçado, semelhante ao que ocorre em gestantes.
A alergia pode se manifestar com um corrimento fluido, associado a sintomas como ardor e vermelhidão na região da vagina e vulva, e pode estar associada ao uso de absorventes íntimos e roupas íntimas sintéticas (lycra). O corrimento após relação sexual pode ser bastante fluido, em quantidade que varia de mulher para mulher, conforme a lubrificação vaginal durante a relação.

Antes de falarmos sobre as causas infecciosas, vale a pena ressaltar algumas características da vagina. Além da ação fisiológica dos hormônios (essencialmente estrógeno e progesterona), existe a ação de bactérias e fungos que vivem normalmente em equilíbrio no ambiente das células da parede vaginal. Esta flora (como é chamada) confere um grau de acidez adequado à vagina, protegendo-a contra infecções por agentes patogênicos. São os “soldados” protetores da vagina.
Caso ocorra algum desequilíbrio entre os componentes da flora vaginal, os agentes que se encontram em menor quantidade (5%) podem se reproduzir e, de acordo com o mais prevalente, haverá um conjunto de sintomas, entre eles o corrimento. Esse desequilíbrio pode ser conseqüência do uso prolongado de antibióticos ou corticóides, doenças sistêmicas como o diabetes, baixa imunidade por carência alimentar, entre outros. Por outro lado, também pode haver infecção por microorganismos externos, através da via sexual, provocando corrimento que, dependendo do agente infeccioso, causará alterações não apenas da vagina, mas também do útero, das tubas uterinas e comprometimento da fertilidade feminina.

As infecções mais comuns e que causam visitas ao ginecologista são:

Candidíase - Causada pelo fungo chamado Cândida albicans. Este fungo está sempre presente na flora normal da vagina e se for criado um meio propício ao seu desenvolvimento ela irá se proliferar. Como todo fungo, ela gosta de regiões úmidas, e a mucosa vaginal é um local ideal para ela se desenvolver. Isso ocorre principalmente no período do verão.
A candidíase vaginal é uma das causas mais freqüentes de infecção genital, e a transmissão não é necessariamente sexual, portanto também pode ser transmitida por água contaminada e objetos contaminados. Calcula-se que cerca de 90% das mulheres podem ter candidíase vaginal ao menos uma vez na vida

Na mulher, a candidíase, também conhecida como monilíase, causa um dos mais irritantes corrimentos, que tem cor branca e pode ser espesso ou em grumos, com odor característico não muito forte, há vermelhidão e prurido (coceira) na vulva e/ou vagina e pode dar ardência ao urinar, provocar ardência quando da relação sexual (dispareunia), além de alterar o pH da vagina, ou seja, aumenta a acidez vaginal, impedindo que os espermatozóides atuem da forma correta, dificultando a gravidez. Com freqüência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e as lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal.

Os mais importantes fatores que podem levar à proliferação deste fungo e o conseqüente aparecimento da candidíase são:

• Queda de imunidade;
• Maus hábitos na higiene pessoal - que podem disseminar os microorganismos do intestino para a vagina;
• Diabetes melitus - por provocar alta concentração de açúcar no meio vaginal e na urina;
• Uso de calcinhas de lycra e/ou nylon - cujo tecido aumenta o calor e a umidade sobre a pele, acumulando suor e impede a ventilação da área genital;
• Uso excessivo de absorventes – o que impede a ventilação e mantém o local sempre úmido.
• Uso de calças muito justas junto à vulva (principalmente de tecidos grossos como o jeans);
• Costume de permanecer com a roupa de banho molhada quando se vai à praia ou à piscina;
• Gravidez - Quando o aumento dos níveis de estrogênio torna o meio vaginal favorável;
• AIDS; - devido à queda de imunidade;
• Relações sexuais com um parceiro infectado - a mulher pode adquirir candidíase vaginal ou contaminar o parceiro, que passa a ser uma fonte de contágio;
• Uso de determinados medicamentos imunosupressivos, e antibióticos - por provocar um desequilíbrio entre a flora bacteriana da vagina e a flora micótica;
• Uso de anticoncepcionais orais - por aumentarem os níveis do estrogênio e baixar o pH vaginal, que tornam o meio mais sensível;
• Uso de corticóides: por alterarem o sistema imunológico, que protege nosso corpo contra as infecções;
• Menopausa - Quando ocorre a diminuição da quantidade de hormônios femininos (estrógeno e progesterona), tornando a mucosa vaginal menos resistente aos microorganismos.

O aparecimento da candidíase na gravidez e diabéticas é muito comum. Entretanto, no caso da gravidez, não prejudica a gestação, mas deve ser tratada quando muito intensa.
 

Secreção branca e grumosa aderentes às paredes da vagina com candidíase.


Ao suspeitar que tenha contraído a candidíase, a mulher deve se abster de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário, e de forma alguma deve recorrer a tratamentos caseiros indicados por parentes, amigos ou balconistas de farmácias, pois esta prática dificulta o diagnóstico correto, além de trazer grande angústia, tanto para a paciente quanto para o médico, pois é aí que aparecem os casos mais rebeldes ao tratamento.
Somente o ginecologista é que pode dar um diagnóstico preciso de candidíase e realizar o tratamento ideal, após realizar um exame clínico seguido de exame fresco da secreção. Os exames mais complexos na sua execução, conseqüentemente de maior custo, implicam na necessidade de pessoal treinado e ambiente propício para a sua realização (laboratórios de análises clínicas e microbiologia), como o exame de cultura - Isto para os casos específicos, rebeldes ao tratamento, por exemplo.
A determinação do pH também é importante, porque a cândida não sobrevive em pH alcalino.

O tratamento da candidíase é feito com medicamentos específicos, sob a forma de creme vaginal, e em casos mais resistentes, feito por via oral, com comprimidos. Entretanto, o mesmo deve ser diferenciado, dependendo de cada caso, evitando sempre a chamada "receita de bolo". Para isso deve-se conhecer a história mais completa possível da paciente, pois isto permite identificar e diferenciar com mais precisão os casos mais simples, como por exemplo, um primeiro episódio, como também, os casos mais complicados, como as situações de candidíase de repetição, ou ainda aqueles relacionados com outras patologias e que não responderam a tratamentos anteriores.
Para o tratamento de pacientes jovens existem no mercado óvulos intravaginais, para uso em dose única, pois nessas pacientes o uso de tratamentos tópicos por tempo prolongado leva a uma queda da auto-estima, gerando a interrupção precoce do tratamento e, conseqüentemente ao tratamento inadequado.
 

Eritema e placas grumosas brancas na glande e no prepúcio, em parceiro de uma mulher com candidíase vulvovaginal. Fatores ligados à má higiene pessoal influenciam casos como este, principalmente em homens de prepúcio redundante.


O importante é lembrar que quando a mulher faz tratamento, é necessário que o homem também seja investigado, pois, embora o homem possa apresentar apenas pequenas manchas vermelhas no pênis, ele acaba se tornando um reservatório da doença, podendo infectar novamente a parceira, mesmo quando esta já estiver curada. Daí a fundamental importância de o casal seguir, junto, o tratamento médico prescrito para a candidíase.

O tratamento costuma dar resultado em quatro ou seis semanas em cerca de 75% ou mais dos casos, às vezes mais cedo. Cerca de outros 25% necessitam de um tratamento mais prolongado.

Na gravidez, é aconselhável apenas o tratamento tópico, pois os medicamentos orais não são recomendados. Além do tratamento medicamentoso, é importante frisar o cuidado com algumas medidas comportamentais, como uso de roupas íntimas de algodão e roupas mais largas, principalmente em um país tropical como o nosso.


Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da candidíase, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Evite o contato com as secreções do doente;
• Evite parceiros que demonstrem sinais de descuido com a saúde e higiene;
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos seus genitais e do seu parceiro;
• Interrompa o ato sexual caso perceba erupções no corpo do seu parceiro, além de manchas, feridas ou cortes nos genitais. Lembre-se a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Tome banho ou pelo menos lave os genitais com água e sabão após cada ato sexual;
• Urine imediatamente após o ato sexual;
• Use roupas íntimas de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída;
• Use sabonete neutro em banhos diários (preferencialmente mais de um banho por dia no verão) e faça a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais. Após o banho seque bem o corpo;
• Ao urinar ou evacuar, faça a limpeza sempre na direção da vulva para o ânus, jamais ao contrário;
• Evite banho em banheiras quando em tratamento;
• Não compartilhe roupas e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água QUENTE e sabão, e passe-as com antes de usá-las;
• Evite usar roupas apertadas, principalmente o jeans, pois sua pele precisa respirar.
 




Vaginose bacteriana - Causada por bactérias, em especial as anaeróbias (Gardnerella vaginalis, Bacteroides sp, Mobiluncus sp, mycoplasmas, peptoestreptococus. Existem outras, mas de menor importância.), que normalmente estão em pequena quantidade na vagina, mas quando provocam a infecção predominam em mais de 90%. Seu aumento é associado a uma ausência ou diminuição acentuada dos lactobacilos acidófilos, que normalmente são os agentes predominantes na vagina normal. Ela manifesta-se com corrimento branco acinzentado, de aspecto cremoso, algumas vezes bolhoso, de cheiro forte, que fica mais acentuado após a relação sexual e durante a menstruação, caracterizando-se como “odor de peixe” e, às vezes, dor nas relações sexuais, embora quase a metade das mulheres com vaginose bacteriana sejam completamente assintomáticas.

 


Os mais importantes fatores que podem provocar a vaginose bacteriana são:

• Contaminação através do esperma, mãos, banheiros públicos, bidês, mau cuidado no que diz respeito à limpeza e etc;
• Contaminação por fezes;
• Bactérias do intestino (e coli) está associada às relações sexuais primeiro pelo ânus e depois pela vagina e provocada pelo uso inadequado do papel higiênico.


O diagnóstico é feito através dos seguintes exames:


• Exame a fresco ou esfregaço corado do conteúdo vaginal, que mostra a presença de "células-chave" ou "clue-cells", que são células epiteliais, recobertas por bactérias aderidas à sua superfície;
• Da medida do pH vaginal, que é um teste rápido e simples, que produz informações valiosas. É realizado por meio de uma fita de papel indicador de pH, colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto. Deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH muito mais básico que a vagina e pode provocar distorções na leitura. O valor do pH vaginal normal varia de 4,0 a 4,5. Na vaginose bacteriana é sempre maior que 4,5;
• Teste das aminas: algumas aminas são produzidas pela flora bacteriana vaginal, particularmente pelos germes anaeróbios. Essas aminas podem ser identificadas quando o conteúdo vaginal é misturado com 1 ou 2 gotas de KOH a 10%. Na presença de vaginose bacteriana, ocorre a liberação de aminas com odor fétido, semelhante ao odor de peixe podre.


O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma quando estiverem presentes três dos seguintes critérios, ou apenas os dois últimos:


• corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade variável;
• pH vaginal maior que 4,5;
• teste das aminas positivo;
• presença de "clue cells" no exame bacterioscópico, associada à ausência de lactobacilos.


O tratamento em mulheres gestantes, ou não, é feito com medicamentos.


Durante o tratamento, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").


Os parceiros precisam ser tratados na maioria das vezes.


Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da vaginose e contaminação por fezes, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Utilize preservativos e, principalmente, se for fazer coito anal, depois vaginal, use um preservativo para cada relação. Nunca reutilize o preservativo;
• Ao urinar ou evacuar, faça a limpeza sempre na direção da vulva para o ânus, jamais ao contrário;
• Não utilize o bidê para fazer a higiene íntima, pois pode haver risco de contaminação por fezes que ficam nos buraquinhos do chuveiro fixo do “chão” do bidê. O mais indicado é usar o chuveirinho móvel, aquele que fica na mangueirinha do chuveiro;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados;
• Cuidado com a manipulação dos genitais.
 




Tricomoníase - causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis,
sendo que a transmissão ocorre principalmente por via sexual, afetando a vagina e o trato urinário baixo (uretra e bexiga) na mulher, e o trato urinário baixo nos homens. Portanto, trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST) que acomete principalmente o sexo feminino e está relacionada à falta de higiene corporal. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa.
Pode ocorrer também através do uso comum de roupas íntimas, especulo vaginal, água de uso comum para o asseio íntimo, uso comum de toalhas e até por gotículas de secreção vaginal no assento de vasos sanitários (principalmente em banheiros públicos e mal conservados).
Calcula-se que, entre 15 e 45 anos de idade, cerca de 10 a 25% das mulheres apresentam esta infecção.
 


Na mulher, provoca corrimento abundante amarelo ou amarelo-esverdeado, com pequenas bolhas, mau cheiro característico, prurido e/ou irritação vulvar, vermelhidão na mucosa da vagina e ocasionalmente dor pélvica, vaginite (colpite), uretrite e etc.
No homem, a sintomatologia é mais discreta, com corrimento uretral, geralmente pela manhã, antes da primeira micção, bem como irritação da uretra. Dificilmente ocorre prostatite ou epididimite.

O tratamento é feito com medicação oral e vaginal. Em todos os casos em que se positiva o diagnóstico da infecção na mulher, deve-se estender também o tratamento ao seu companheiro, já que, sem tal cuidado, poderá surgir uma nova contaminação da mulher e perpetuação do quadro clínico apresentado.


Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da tricomoníase, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Evite o contato com as secreções do doente;
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos seus genitais e do seu parceiro;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Evite banho em banheiras, principalmente as de motéis;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.


 


Chlamydia trachomatis - bactéria adquirida principalmente por via sexual (sexo oral, vaginal ou anal), mas também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto natural. A infecção pela vagina pode subir para o útero e tuba uterina.

Na maioria das pacientes não existem sintomas. As manifestações clínicas, quando existentes, podem ser a presença de prurido, muco com aspecto de pus, amarelado, dor ao urinar, dor durante a relação sexual, irregularidade menstrual, sangramento entre ciclos menstruais, alterações constatadas no exame ginecológico (vagina com parede avermelhada, edemaciada, friável) e até náuseas e febre. Em um quadro mais grave, pode haver dor abdominal e pélvica de forte intensidade. Dentre as repercussões clínicas, pode haver desde dor pélvica crônica até maior chance de gravidez tubária, ou até mesmo infertilidade.
 

 


O tratamento é feito através de antibióticos via oral e local. Pelo fato de haver grandes chances de reinfecção, recomenda-se que novos exames sejam feitos de 3 a 4 meses após o término do tratamento. É necessário que o parceiro também seja submetido a exames e ao tratamento se for confirmada a doença. A Chlamydia não tratada ou mal-tratada causa fortes dores e problemas irreversíveis ao sistema reprodutor, podendo até deixar a pessoa estéril nos casos graves.
Em casos de gravidez, deve-se iniciar o tratamento o quanto antes. A Chlamydia pode provocar parto prematuro e complicações no mesmo, além de infecções nos olhos e pulmões do bebê no nascimento.


Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da Chlamydia, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção, cor, ou corrimento incomuns dos seus genitais ou nos do seu parceiro;
• Evite o contato com as secreções do doente. Lembre-se a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.




Gonorréia - Também conhecida como Blenorragia, é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, cuja transmissão é por via sexual (sexo vaginal, anal e oral), podendo se manifestar também nas regiões da boca, garganta e olhos, ou ser transmitida da mãe para o filho durante o parto normal. O período de incubação é de três a sete dias. A infecção pode ser sintomática ou não, tanto da vagina quanto da uretra. Assim como a infecção por Chlamydia, é uma doença ascendente, isto é, inicia-se pela vagina, podendo causar comprometimento do útero e tubas. Pode alcançar a cavidade abdominal, fígado e baço, trazendo um quadro de dor abdominal intensa e grave comprometimento clínico.

 


Em mulheres os sintomas são: queimação ao urinar, corrimento vaginal amarelo-esverdeado, purulento e abundante e sangramento vaginal entre um ciclo menstrual e outro. Em homens, a infecção permanece incubada por até 30 dias e após este período, apresenta queimação ao urinar, corrimento uretral, secreção amarelo-esverdeado no pênis e dor nos testículos.

O tratamento é feito à base de antibióticos, que agem de maneira eficaz. É importante que o tratamento seja feito pelo casal, que deve manter abstinência sexual até a cura. Em casos de gravidez, a mulher deve se submeter o quanto antes ao tratamento, pois a infecção no parto pode ser grave.
A gonorréia não tratada pode causar esterilidade, dores crônicas na pelve e no abdômen, febre, epididimite e infecção no sangue e articulações.

Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da Gonorréia, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção, cor, ou corrimento incomuns dos seus genitais ou nos do seu parceiro;
• Evite o contato com as secreções do doente. Lembre-se a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos e, principalmente, se for fazer coito anal, depois vaginal, use um preservativo para cada relação. Nunca reutilize o preservativo. Mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.


FINALIZANDO

O corrimento vaginal pode estar relacionado com muitas patologias não citadas, como partos difíceis, ou até neoplasias, mas também pode ser manifestação normal na mulher. Portanto, é necessário prestar atenção ao aspecto do corrimento, se ele sempre ocorreu ou se teve início recentemente, se há outros sintomas associados, ou alguma sintomatologia no parceiro sexual. No caso de dúvida é absolutamente necessário procurar um ginecologista.

O diagnóstico do agente causador de qualquer tipo de corrimento é feito pela história clínica da paciente, aspecto (cor e ardor) e exames laboratoriais. Um ginecologista experiente pode algumas vezes dispensar os exames complementares, pois um exame ginecológico e o aspecto visual do corrimento já são suficientes para a conclusão diagnóstica. Entretanto, em alguns casos até exames de sangue são necessários.

O tratamento das infecções é feito através de antibióticos específicos, por via oral, e/ou por pomadas. Medidas como evitar banheiros públicos, usar preservativos e roupas menos apertadas, fazer higiene local (sem excessos, para não alterar a acidez da vagina) e higiene após relação sexual, entre outras, podem ajudar na prevenção das infecções. Aquelas sexualmente transmissíveis devem também ser tratadas com antibióticos específicos. Durante o tratamento deve haver abstinência sexual e evitar bebida alcoólica. Na maioria das vezes, o tratamento é concominante ao do parceiro.
 


Atenção: O uso de medicações por conta própria ou indicados por balconistas de farmácias e drogarias pode melhorar o quadro a princípio, mas dificultam o diagnóstico, e as conseqüências podem ser extremamente ruins.
 

Consultoria
Dr. Alexandre Selvaggio
Ginecologista e Obstetra

 

 

 

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