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É fundamental
que a mulher planeje ter seu filho em uma ocasião que as condições
familiares, sociais e de saúde sejam favoráveis, pois é um acontecimento que
a mobiliza muito, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico. Mas se,
por acaso, a gravidez surgir num momento não muito propício, ela não deve se
preocupar demais. Com calma, tudo se resolve e, em pouco tempo, verá que nem
tudo é tão difícil assim. O próprio fato de estar gerando uma vida vai lhe
dar forças para superar os problemas.
Um filho deve
ser concebido numa relação estável, de muito amor, dignidade e ternura. A
mulher deve conversar com seu companheiro sobre suas dúvidas, temores e
alegrias para que ele compartilhe de seus sentimentos. A gravidez,
principalmente a primeira, traz muitos dados novos à vida do casal e cada mudança
deve ser discutida e vivida a dois. Dessa forma o relacionamento torna-se mais
maduro e profundo. Talvez ela perceba em seu companheiro, e também nela, uma
certa insegurança, ciúme ou tensão. Isso é natural, pois os dois estão
passando por uma nova experiência.
Assim que a
gravidez for confirmada, deve-se procurar a assistência pré-natal. Dessa
maneira, problemas de saúde que interfiram na evolução da gravidez, poderão
ser evitados. Quando a mulher fizer a primeira consulta ao obstetra, ele fará várias
perguntas para ter idéia de seu histórico de saúde e suas condições
familiares. Depois, ele pedirá uma série de exames (sangue, urina, fezes e
etc) para verificar seu estado geral. Às vezes, o médico pede também exames
para o seu companheiro. Aliás, a presença dele é sempre importante nas
consultas.
A futura mamãe
deve escolher um médico no qual ela confie e seu relacionamento com ele é
fundamental para que tudo corra bem durante toda a gestação. É preciso que
ela se sinta à vontade para esclarecer todas suas dúvidas e discutir qualquer
detalhe. O médico, ao mesmo tempo, deve lhe transmitir segurança e tranqüilidade,
e ser capaz de perceber e respeitar sua individualidade. Ela não deve se
esquecer também, que é a única pessoa que pode responder as perguntas do médico.
Caso a gestante
estiver acostumada a praticar atividades físicas, deve informar seu médico
logo no início da gravidez. Somente ele poderá lhe dizer se estas atividades
poderão ou não continuar.
Não se deve
utilizar de forma alguma qualquer tipo de medicamento sem o consentimento do médico.
O uso de medicamentos errados pode pôr em risco a saúde da gestante ou de seu
bebê.
Fazer comparações
com a gravidez de outras mulheres cria um desconforto desnecessário para a
futura mamãe . É necessário lembrar que as diferenças individuais existem e
o fato de uma barriga ser maior ou menor que outra, não tem grande significado.
O importante é a mulher estar se sentindo bem.
Conselhos
baseados em crendices não devem ser aceitos. Mesmo bem intencionadas, as
pessoas podem confundir e aumentar a ansiedade do casal.
É muito
importante começar o preparo para a amamentação desde cedo. O leite materno
é o alimento mais rico e completo para o bebê, pois contém todos os
nutrientes fundamentais a sua saúde. Além do mas, é durante a amamentação
que o fortalecimento do vínculo mãe/filho pode ser vivido. Existem exercícios
próprios para preparar os seios. Infelizmente, muitas mães deixam de amamentar
ou interrompem a amamentação muito cedo por falta de orientação.
As bebidas alcoólicas
e o fumo são drogas altamente prejudiciais à gestação. O ideal é a mulher
evitá-las tão logo desconfie que está grávida. Parar de fumar e beber não
é tão difícil se ela lembrar que essas drogas contêm substâncias nocivas a
seu bebê. É muito importante que as pessoas que a rodeiam não fumem ao seu
lado, pois estarão prejudicando-a da mesma forma.
A comunicação
entre mãe e filho começa na gravidez. O diálogo é super essencial para que o
bebê se acostume com a voz de sua mãe desde cedo.
A mulher deve
se preparar física e psicologicamente para o parto. Hoje em dia, é grande o número
de cursos especializados onde a futura mamãe e o futuro papai têm acesso a uma
série de informações úteis sobre a gravidez, o parto e os cuidados com o recém-nascido.
Alguns cursos fornecem também aulas de ginástica própria para gestantes. O
mais importante é que a mulher deseje ter um parto normal e se conscientize de
que isso depende, em grande parte, da sua força de vontade.
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