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A Cândida é o
nome do fungo causador da doença chamada candidíase. Este fungo está sempre
presente na flora normal da vagina e se for criado um meio propício ao seu
desenvolvimento ela irá se proliferar. Como todo fungo, ela gosta de regiões
úmidas, e a mucosa vaginal é um local ideal para ela se desenvolver. Isso ocorre
principalmente no período do verão.
A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais
freqüentes de infecção genital, e a transmissão não é necessariamente sexual,
portanto também pode ser transmitida por água contaminada e objetos contaminados.
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SINTOMAS |
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Na mulher, a candidíase
causa um dos mais irritantes corrimentos, que tem cor branca e pode ser
espesso ou em grumos, com odor característico não muito forte, há
vermelhidão e prurido (coceira) na vulva e/ou vagina e pode dar ardência ao
urinar, provocar ardência quando da relação sexual (dispareunia), além de
alterar o pH da vagina, ou seja, aumenta a |
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acidez
vaginal, impedindo que os espermatozóides atuem da forma correta,
dificultando a gravidez.
Com freqüência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas). As
lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal.
O aparecimento da candidíase na gravidez é muito comum. Ela não prejudica a
gestação, mas deve ser tratada quando muito intensa. |
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No homem, na maioria das
vezes, não apresenta manifestações, mas, depen-dendo da higiene pessoal,
podem ocorrer eritema da glande e prepúcio, vermelhidão e coceira no pênis e
ardência ao urinar. |
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| CAUSAS |
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Os fatores
que podem levar à proliferação do fungo e o conseqüente aparecimento da
candidíase são: |
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• Queda de
imunidade;
• Erros na higiene pessoal
• Diabetes melitus;
• Infecções;
• Uso de calcinhas de lycra e/ou nylon;
• Uso excessivo de absorventes;
• Uso de calças muito justas junto à vulva (principalmente de
tecidos grossos como o jeans);
• Costume de permanecer com a roupa de banho molhada
quando se vai à praia ou à piscina;
• Gravidez;
• Stress;
• Obesidade;
• AIDS;
• Relações sexuais com um parceiro infectado;
• Uso de determinados medicamentos imunosupressivos, e
antibióticos;
• Uso de anticoncepcionais orais. |
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| DIAGNÓSTICO |
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Ao suspeitar que tenha
contraído a candidíase, a mulher deve se abster de qualquer contato sexual
ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário, e de forma alguma deve
recorrer a tratamentos caseiros indicados por parentes, amigos ou
balconistas de farmácias, pois esta prática dificulta o diagnóstico correto,
além de trazer grande angústia, tanto para a paciente quanto para o médico,
pois é aí que aparecem os casos mais rebeldes ao tratamento.
Somente o ginecologista é que pode dar um diagnóstico preciso de candidíase
e realizar o tratamento ideal, após realizar um exame clínico seguido de
exame fresco da secreção. Os exames mais complexos na sua execução,
conseqüentemente de maior custo, implicam na necessidade de pessoal treinado
e ambiente propício para a sua realização (laboratórios de análises clínicas
e microbiologia), como o exame de cultura - Isto para os casos específicos,
rebeldes ao tratamento, por exemplo.
A determinação do pH também é importante, porque a cândida não sobrevive em
pH alcalino. |
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| TRATAMENTO |
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O tratamento da candidíase
é feito com medicamentos específicos, sob a forma de creme vaginal, e em
casos mais resistentes, feito por via oral, com comprimidos. Entretanto, o
mesmo deve ser diferenciado, dependendo de cada caso, evitando sempre a
chamada "receita de bolo". Para isso deve-se conhecer a história mais
completa possível da paciente, pois isto permite identificar e diferenciar
com mais precisão os casos mais simples, como por exemplo, um primeiro
episódio, como também, os casos mais complicados, como as situações de
candidíase de repetição, ou ainda aqueles relacionados com outras patologias
e que não responderam a tratamentos anteriores.
Para o tratamento de pacientes jovens existem no mercado óvulos
intravaginais, para uso em dose única, pois nessas pacientes o uso de
tratamentos tópicos por tempo prolongado leva a uma queda da auto-estima,
gerando a interrupção precoce do tratamento e, conseqüentemente ao
tratamento inadequado.
O importante é lembrar que quando a mulher faz tratamento, é necessário que
o homem também seja investigado, pois se ele também estiver infectado, de
nada adianta somente a mulher ser tratada.
O tratamento costuma dar resultado em quatro ou seis semanas em cerca de 75%
ou mais dos casos, às vezes mais cedo. Cerca de outros 25% necessitam de um
tratamento mais prolongado.
Na gravidez, é aconselhável apenas o tratamento tópico, pois os medicamentos
orais não são recomendados. Além do tratamento medicamentoso, é importante
frisar o cuidado com algumas medidas comportamentais, como uso de roupas
íntimas de algodão e roupas mais largas, principalmente em um país tropical
como o nosso. |
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| ALGUMAS DICAS
PARA PREVENÇÃO |
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• Evite o contato com as
secreções do doente;
• Evite parceiros que exalam mau cheiro do corpo ou genitais,
isso é um dos sinais de descuido com a saúde e higiene;
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos
seus genitais e do seu parceiro;
• Interrompa o ato sexual caso perceba erupções no corpo do
seu parceiro, além de manchas, feridas ou cortes nos geni-
tais. Lembre-se a abstenção de relações sexuais com pes-
soas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o
contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a
reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio se-
xual;
• Tome banho ou pelo menos lave os genitais com água e sa-
bão após cada ato sexual;
• Urine imediatamente após o ato sexual;
• Use roupas íntimas de algodão, evitando produtos sintéticos,
inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umi-
dade ser diminuída;
• Use sabonete neutro, em banhos diários (preferencialmente
mais de um banho por dia no verão) e faça a higiene genital
com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.
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Consultoria:
Dr. Alexandre Selvaggio - Ginecologista e Obstetra |
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