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A anestesia peridural obstétrica
é imprescindível na cesariana, torna o parto normal mais confortável e, só não
é aplicada quando a gestante opta por dar a luz sem sua aplicação ou quando o
parto é feito em caráter de urgência. Em princípio, seu uso é contra
indicado em pacientes que possuem alteração na coagulação do sangue, tumor
intracraniano, lesões na medula e infecção da pele no local da aplicação.
Ela
é aplicada entre duas vértebras lombares, num espaço da coluna que é chamado
peridural. Seu objetivo é espalhar o líquido anestésico e impregnar as raízes
nervosas, impedindo assim, a progressão dos impulsos nervosos e eliminando a
dor do parto.
A anestesia é feita com a
gestante sentada ou deitada de lado, começa a agir cerca de 7 a 10 minutos após
a injeção e, em geral, adormece da região logo abaixo dos seios até a ponta
dos pés. O efeito de uma dose padrão da anestesia (de 6 a 10 ml) dura por até
duas horas. Se o trabalho de parto normal se prolongar além disso, pode ser
preciso injetar uma segunda dose, que é feita com um cateter introduzido pelo
anestesista, através da agulha da peridural. Esse cateter permanece no local e
só é retirado no final do parto, isto é, depois que o bebê nascer. Já na
cesariana, por ser uma cirurgia muito rápida, raramente se aplica uma segunda
dose de anestésico, portanto alguns anestesistas optam por não introduzir o
cateter no local da aplicação.
A
agulha usada na peridural é relativamente grossa e poderia provocar dor.
Por isso faz-se uma anestesia local antes de sua aplicação. Além desse
procedimento, o anestesista perfura a mão ou o braço da paciente, introduzindo
uma agulha por onde será ministrado o soro fisiológico, importante para manter
o nível de hidratação do organismo. A hidratação ajuda a manter a pressão
arterial que, em alguns casos, pode baixar ligeiramente após a anestesia
peridural.
No parto normal, embora a
peridural alivie a dor e provoque um certo grau de relaxamento, ela não
paralisa as contrações, não elimina a sensibilidade e nem impede que a mulher
faça força para dar à luz. Portanto a gestante deve se preparar física e
psicologicamente para este tipo de parto.
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