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Finalmente, após o parto, o bebê está nos braços da mãe.
De agora em diante ela está por conta própria e já deve ter resolvido se vai
dar ao filho, o seio ou a mamadeira. Antes de mais nada, é importante que se
saiba que é muito fácil passar do peito para a mamadeira, mas é super difícil
fazer o caminho inverso. Mas, qualquer que tenha sido a opção, deve ser
respeitada pelos outros. Nenhuma atitude tomada sob pressão pode ser boa para o
relacionamento mãe/bebê.
Às vezes a mulher quer amamentar seu filho, mas não tem
condições para isso. Se trabalha fora o dia todo, sem voltar para casa nem
para almoçar, por exemplo, não poderá manter um horário regular de amamentação.
Também pode acontecer de a mãe ter nascido com uma conformação de mamilos
que não deixa o bebê "pegar" o seio. Certos defeitos congênitos do
bebê, como lábio leporino, também podem impedir o aleitamento no seio. Nesses
casos, a mamadeira pode substituir o seio. O leite usado deve ser próprio para
bebês e é de vital importância esterilizar todo o material usado na preparação
da mamadeira, inclusive os bicos, as colheres de medida e tampa.
IPORTANTE:
A mulher nunca deve recriminar-se por não conseguir
amamentar seu filho. Há muitas outras maneiras de dar ao bebê amor e carinho.
Estes sim, são ingredientes indispensáveis ao bem-estar da criança.
Benefícios que o ato de amamentar traz
Toda vez que o bebê suga o seio, um reflexo faz o organismo
liberar hormônios que levam o útero a contrair-se vigorosamente. Com isso, o
órgão volta mais depressa a seu tamanho normal.
O leite materno tem sempre a composição certa para o bebê,
alterando-a conforme a criança cresce.
O leite da mãe é de fácil digestão e não faz o bebê
engordar demais. Nunca provoca alergia. E mais: está sempre na temperatura
ideal e, se a mulher é sadia, não contém germes. Pode ser transportado para
qualquer lugar, a qualquer hora, sem necessidade de levar junto toda a parafernália
de material para transporte, esterilização e conservação que uma mamadeira
exige.
O leite materno contém anticorpos da mãe que passam para o
bebê, protegendo-o contra infecções. Além disso, combate a diarréia, a
anemia e a desidratação.
A amamentação satisfaz, muito mais que a mamadeira, a
necessidade de sucção do recém-nascido, que pode chupar o seio materno por
longo tempo sem o perigo de engolir ar.
Amamentar é mais econômico que dar a mamadeira, pois nada
se gasta na produção de leite - a não ser uma alimentação saudável, com
muito líquido e rica em cálcio, vitaminas e proteínas.
O que se deve saber sobre a amamentação
Nas primeiras 72 horas após o parto, os seios produzem uma
pequena quantidade de uma substância espessa, amarelada e transparente chamada colostro.
O colostro é particularmente importante e valioso para o bebê, pois é
riquíssimo em anticorpos que o protegem contra uma série de infecções, como
a respiratória e a intestinal e, possui água e uma grande quantidade de proteínas.
Portanto, recomenda-se que o bebê mame imediatamente após seu nascimento para
ser protegido destas infecções e para acostumar-se com a sucção do seio.
A mamãe não deve se preocupar se o aparecimento do colostro
atrasar, ou seja, se não surgir nos primeiros dias ou se o bebê não conseguir
mamar neste período, pois o bebê nasce com uma reserva de 72 horas.
Aproximadamente entre o quarto e o quinto dia de vida do bebê,
o seio começa a produzir o leite. A partir daí, quanto mais o bebê mamar,
mais leite vai ser produzido pelas glândulas mamárias. No início da mamada o
leite é fino e possui um aspecto aguado. Quando o bebê mama, o primeiro leite
mata a sede e o leite posterior é mais rico em gordura e proteínas.
Recomendações para uma amamentação
correta
Amamentar não requer grandes preparativos. Tudo que a mamãe
precisa fazer antes de dar o peito ao filho, é lavar as mãos com água e
sabonete e limpar as mamas apenas com água.
É importante que a criança seja amamentada num ambiente
tranqüilo, onde nem a mãe nem ela sejam incomodadas.
A amamentação deve ser feita com a mãe sentada
confortavelmente, envolvendo o bebê com seu braço de modo que a cabeça dele
fique apoiada na dobra de seu cotovelo. É
fundamental que não só a cabeça do bebê fique voltada para a mama, mas também
todo o corpo.
A mamãe deve iniciar cada mamada pelo seio que foi sugado
por último. Assim, cada peito é estimulado pelo menos a cada seis ou oito
horas, o que é essencial para aumentar a produção de leite.
O bebê deve pôr na boca o mamilo e a aréola. Se colocar só
o mamilo, fechara a saída do leite e não conseguirá mamar.
Deve-se
tomar sempre o cuidado para que o seio não tape o nariz do bebê, impedindo-o
de respirar livremente.
A duração da mamada deve ser, no máximo, de 30 minutos. 15
minutos para cada seio. Se o bebê se contentar com menos do que isso, não se
deve força-lo a mamar mais.
Nunca deve-se deixar a criança com a boca no peito depois
que termina de mamar. O mamilo não é chupeta. No final da mamada, se o bebê não
largar sozinho o mamilo, a
mãe, colocando o seu dedinho no canto da boca, fará com que ele solte o
mamilo sem machucá-lo.
Depois
de cada mamada, o bebê deve ser posto de pé contra o ombro para que possa
arrotar. Mas se isso não acontecer depois de algum tempo, e ele estiver bem
disposto, não é necessário insistir.
Após
o bebê arrotar, é importante colocá-lo sempre deitado de lado, pois se ele
vomitar não vai engasgar.
Recomenda-se limpar os mamilos com água após as mamadas. Não
se deve usar, de forma alguma, sabonetes ou loções de limpeza para fazer a
higiene dos seios. Esses produtos podem provocar as rachaduras e tirar a
oleosidade natural da pele.
Conselhos
A mamãe deve dar de mamar a seu filho sempre que ele chorar
de fome, mesmo durante a noite. Com o tempo, ele mesmo regula o horário das
mamadas.
Antes de amamentar, a mamãe deve verificar se os mamilos estão
macios. Se o mamilo não estiver macio e a aréola estiver esticada, o bebê não
consegue mamar. Para amaciá-los, é preciso esvaziar próximo da aréola. Isso
facilita ao bebê pegar o mamilo e, principalmente, evita as rachaduras.
Algumas mães produzem mais leite do que o bebê precisa e
assim as mamas podem ficar muito cheias e doloridas. Se isto acontecer: é
preciso esvaziar as mamas da seguinte maneira:
Se mesmo tomando todos os cuidados os mamilos racharem, é
necessário interromper a amamentação até que sarem. Enquanto
isso, é preciso esvaziar os seios regularmente, com uma bombinha própria
ou com os dedos. O leite retirado deve ser dado ao bebê com uma colherzinha.
(nunca com mamadeira). O leite materno pode ficar na geladeira por 24 horas.
Alguns bebês são sossegados e até parecem não se
interessar muito por mamar. Com isso, os seios podem ficar
"empedrados". O empedramento já estabelecido pode ser aliviado por
compressas quentes e massagem (feita da periferia para o bico dos seios) e
esvaziamento do peito.
A mulher deve esquecer aqueles mitos do tipo: "Amamentar
faz o busto cair" ou "Não se tem muito leite porque os seios são
pequenos". Tais mitos não tem nenhum fundamento. Há mães que amamentaram
durante um longo período sem interrupção e conservaram o busto firme. Existem
mulheres que nunca amamentaram e têm os seios flácidos. Os efeitos da distensão
mamária na gravidez e na lactação podem ser reduzidos evitando-se engordar
demais na gestação e usando um sutiã firme e bem ajustado assim que os seios
começarem a crescer. O tamanho do busto é determinado pela quantidade de
gordura. O
número de glândulas mamárias (estruturas que produzem o leite), é
praticamente igual em todas as mulheres. Portanto, a produção de leite
nada tem a ver com o tamanho dos seios.
Não pare de amamentar
Fala-se muito sobre a importância da amamentação até os
seis primeiros meses de vida do bebê mas, infelizmente, pouco se divulga até
quando se deve alimentar o bebê com o leite materno. O texto a seguir tem como
objetivo, esclarecer as futuras mamães quanto à necessidade da amamentação
após os seis meses.
Conforme a Organização Mundial de Saúde, a amamentação
é essencial no primeiro ano de vida mas, de preferência, deve continuar até a
criança completar dois anos ou mais. A amamentação é importante em todo este
período, para manter a qualidade do vínculo emocional mãe e filho e continuar
protegendo a criança de organismos estranhos que possam causar algumas infecções
e processos alérgicos. De acordo com os especialistas, as defesas próprias da
criança amadurecem aos poucos e com menos traumas se ela continuar a receber,
por um bom período, as proteínas, enzimas e anticorpos da mãe. Formando um
escudo contra diarréias, alergias, otites e infecções respiratórias, entre
outras coisas, o leite materno defende a criança que, assim, reserva energia
para combater outros agentes externos aos quais, inevitavelmente, estará
exposta em seus primeiros anos de vida.
A mulher deve entender que a grande vantagem de se amamentar
a criança até 1, 2 anos ou mais, é que o aleitamento deixa de ser uma obrigação
para se transformar num momento de grande prazer. Já não é preciso mais
levantar de madrugada nem estar disponível de três em três horas. O ritmo e
freqüência da amamentação depois dos seis primeiros meses são estabelecidos
por mãe e filho e variam de dupla para dupla.
Por incrível que pareça, ainda há mulheres que deixam de
amamentar seus filhos muito cedo para evitar falatórios, do tipo: "caramba,
um garotão desse tamanho ainda mamando!". As mães não devem se incomodar
com tal tipo de falatório nem se envergonhar de amamentar seus filhos, quando já
crescidinhos. As outras pessoas é que devem lembrar que a amamentação, além
de ser muito importante para a saúde e o desenvolvimento da criança, é um ato
de amor entre mãe e filho.
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