Amamentação - continuação

Um ato de amor entre mãe e filho


É comum algumas mamães relatarem que sentem a necessidade de utilizar o dedo indicador para evitar que a mama obstrua a respiração do bebê durante o aleitamento. O que estas nutrizes não sabem é que esta prática pode impedir o fluxo de leite para os mamilos e que, se o posicionamento e a pega estiverem adequadas, o nariz do bebê ficará livre.

Se o bebê adormecer enquanto mama, é necessário fazer uma manobra para que ele solte o mamilo sem machucá-lo: A mamãe deve colocar o dedo mínimo, devidamente higienizado no cantinho da boca do bebê para que ele movimente a mandíbula e solte o mamilo. Depois de cada mamada, seu bebê deve ser posto de pé contra o ombro para que possa arrotar e eliminar o excesso de gases. Mas se isso não acontecer depois de algum tempo, e ele estiver bem disposto, não é necessário insistir, pois alguns bebês de fato demoram mais para arrotar, ou o fazem sem sons audíveis.

Após o bebê arrotar, é importante colocá-lo sempre deitado de barriga para cima, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, e não de lado como se pensava. Por mais estranho que pareça, estudos mostram que esta posição oferece mais segurança para o bebê, evitando broncoaspiração por refluxo de leite.

Deve-se evitar a utilização de sabonetes ou loções para higienizar os mamilos, para que a hidratação natural seja preservada e evite traumas.



Conselhos


O choro é um sinal tardio de que o bebê está com fome. Construa uma relação com o recém-nascido e aprenda a interpretar seus sinais. Levar a mãozinha à boca, fazer movimentos de sucção, o despertar de um sono profundo, podem ser boas dicas de que é hora de alimentá-lo. Além disso, as mamadas noturnas são importantes e com o tempo serão reguladas pelo próprio bebê.

Antes de amamentar, verifique se seus mamilos estão macios. Se o mamilo não estiver macio e a aréola estiver esticada, o bebê pode ter dificuldade para abocanhar a aréola e causar rachaduras. Para amaciá-los, é preciso esvaziar com a expressão manual, pressionando a parte de trás da aréola, onde o leite fica armazenado.

Ao contrário do que muitas mamães pensam, o ingurgitamento mamário é causado pela retenção de leite e não pelo excesso de produção láctea. É normal entre o 3º e 5º dia pós-parto devido à apojadura. Para evitar é preciso tratar esta condição, oferecendo o seio mais vezes e retirando o excesso manualmente ou com bombas, caso o bebê já esteja saciado. Fazer compressas frias após as mamadas vai oferecer um enorme alívio para o desconforto. Além disso, não se deve pular nenhuma mamada, nem mesmo as noturnas, pois pode agravar o quadro. Quanto mais o bebê sugar, mais rápida será a recuperação.

Se amamentar nos primeiros dias não for tão instintivo quanto deveria ser, tenha paciência e jamais interrompa o aleitamento sem antes consultar um profissional de saúde. Para todo problema há uma solução, e tudo depende do quanto você deseja amamentar seu bebê e oferecer a ele o maior dos presentes: Saúde.



Não pare de amamentar


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a amamentação é essencial no primeiro ano de vida, mas, de preferência, deve continuar até a criança completar dois anos ou mais. Deve ser exclusiva (sem água, chás, sucos ou qualquer outro alimento que não o leite humano) até o sexto mês e complementada de acordo com orientações do pediatra a partir desta idade. A amamentação é importante em todo este período, para manter a qualidade do vínculo emocional mãe e filho e continuar protegendo a criança de infecções e processos alérgicos. De acordo com os especialistas, as defesas próprias da criança amadurecem aos poucos e com menos traumas se ela continuar a receber, por um bom período, as proteínas, enzimas e anticorpos da mãe. Formando um escudo contra diarréias, alergias, otites e infecções respiratórias, entre outras coisas, o leite materno defende a criança que, assim, reserva energia para combater outros agentes externos aos quais, inevitavelmente, estará exposta em seus primeiros anos de vida.

Por incrível que pareça, ainda há mulheres que deixam de amamentar seus filhos muito cedo para evitar falatórios, do tipo: "caramba, um garotão desse tamanho ainda mamando!". As mães não devem se incomodar com tal tipo de falatório, nem se envergonhar de amamentar seus filhos quando já crescidinhos. As outras pessoas é que devem lembrar que a amamentação, além de ser muito importante para a saúde e o desenvolvimento da criança, é um ato de amor entre mãe e filho.




Se você quiser saber mais sobre aleitamento materno, acesse a opção “Aleitamento” no menu ao lado.




Consultoria: Enfª Grasielly Mariano
Grasielly é membro do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem da USP, autora de mais de 20 artigos científicos sobre amamentação e relactação e palestrante em congressos nacionais e internacionais. Na Lactare PromoPrevent atua como consultora em aleitamento materno e gerente de projetos para grandes corporações empregadoras de mulheres, elaborando e gerindo atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças à população feminina.





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Matéria atualizada em 06 de fevereiro de 2011

 
 
 
 

 
 

 

 

 

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30 de Abril de 2012

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